PM e sindicato planejam distribuição de combustíveis na região

Segundo o Resan, alguns estabelecimentos buscaram produtos por conta própria, negociando diretamente a escolta para atendimento

Postos da Baixada Santista e do Vale do Ribeira podem voltar às atividades em breve.  Ao menos essa é a expectativa do Sindicato dos Postos (Resan) e do Policiamento Militar do Interior-6 (CPI-6), que se reuniram na tarde de ontem para traçar estratégias para a retomada da operacionalização da distribuição dos combustíveis.

“Neste momento, ainda não há definição sobre quando o abastecimento será retomado”, diz o coronel Rogério. A escolta dos caminhões das distribuidoras entre a Base de Distribuição de Cubatão (Bacub) e os postos será feita pelas equipes da Polícia Militar.

De acordo com o sindicato, alguns estabelecimentos buscaram produtos por conta própria, negociando diretamente a escolta para atendimento, na maioria dos casos, às frotas de serviços essenciais, mas também com venda ao consumidor final. Uma fila de mais de onze quarteirões   se formou na divisa de Santos com São Vicente em um dos postos que recebeu combustível ontem.

O sindicato afirma que está em contato direto com as autoridades que estão coordenando as operações para normalização do abastecimento na Baixada Santista e Vale do Ribeira, exigindo segurança durante o transporte, a descarga e no ato da comercialização.

“É preciso considerar que grande parte da população está ávida pelos produtos, o que tem deixado os ânimos acirrados. Por isso, desde o início, a proposta do Resan é para que as companhias façam uma programação de logística que inclua o fornecimento de gasolina, etanol e diesel a vários estabelecimentos ao mesmo tempo, pulverizando a oferta. Isso ajuda a reduzir filas e minimiza conflitos de qualquer natureza”, destaca o documento.

Com a manutenção da greve e os acessos ao Porto de Santos fechados por manifestantes, a Baixada Santista segue com problemas severos de abastecimento, o que afeta diversos serviços prioritários.

Reflexos

O Comitê de Gerenciamento de Crise de Peruíbe se reuniu novamente ontem para atualizar a situação. A cidade segue sem transporte público e os exames e consultas agendados fora do ­município não terão o serviço de transporte, porém para os pacientes que tenham condições de se deslocarem por conta própria, a agenda está mantida.

A prioridade de transporte pelo município é para diálise e hemodiálise, pelo risco que a não realização desses procedimentos representa a saúde dos pacientes. O reagendamento de consultas e exames está condicionado à normalização do serviço de transporte público e reabastecimento da frota municipal.

As cidades de Praia Grande, Santos e Guarujá retomaram 100% da frota de ônibus, apesar da crise. As aulas dos alunos da rede pública de Mongaguá, São Vicente e Santos também estão mantidas hoje.

Em Itanhaém, a Viação Litoral Sul, responsável pelo transporte público da Cidade, informa que está com suas linhas com atendimento normalizado até sexta-feira (01/06), mas trabalha com redução de 50% nos horários de menor fluxo nas linhas Gaivota/Centro, Mambu/Centro e Cabuçu/Cesp.

O Sistema de Saúde de Praia Grande está adotando inúmeras medidas, priorizando o sistema de hemodiálise e a manutenção das cirurgias de emergência e eletivas.