Obras no Deck do Pescador, em Santos, podem ser adiadas

Isso porque a Prefeitura já considera que a obra – que deveria ser entregue no final deste mês – pode atrasar mais quinze dias por conta das chuvas.

Ao que tudo indica os pescadores que usavam o Deck da Avenida Almirante Saldanha da Gama, na  Ponta da Praia, em Santos, deverão esperar mais um pouco para retomar suas atividades no equipamento. Isso porque a Prefeitura já considera que a obra – que deveria ser entregue no final deste mês – pode atrasar mais quinze dias por conta das chuvas. O Deck segue fechado após ressacas que comprometeram sua estrutura.

Pescadores ressaltam a indignação com a demora da obra, que teve início no dia 10 de setembro. O motorista Luis Paulo pesca no local há oito anos e conta que o Deck já enfrentou três grandes ressacas, e que desde a primeira, a reforma deveria ter sido feita. 

“Era pra ser uma obra rápida, já que não tem tanto o que arrumar. Eu acho que esse lugar sofre com esse tipo de erosão porque está muito abaixo do nível do mar”, aponta. 

Carlos Felipe, morador da cidade de São Paulo, quase sempre vem a Santos para pescar e concorda com o motorista na questão de que o equipamento deveria ter entrado em reforma há algum tempo. “O local é necessário, nos dá mais segurança”, afirma. 

Esperança.

Por ser um equipamento turístico e com a temporada chegando, muitas pessoas utilizarão o local para observar a passagem dos navios. Mas apesar da demora, a maioria dos pescadores mantém as expectativas no alto para quando o local voltar a ser utilizado.

“Torço para que fique pronto logo e que seja muito bom. Nossa esperança é a última que morre. Não podemos deixar de acreditar”, afirma Luis Paulo. 

O massagista Jorge Silva é um dos pescadores mais antigos do local. Desde a inauguração do Deck ele tem o costume de praticar. Porém, é um dos únicos que menos espera algo para os próximos dias. “Não acho que vá ficar pronto rápido. Mas se ficar, não tenho as expectativas tão altas assim”, confessa.

A obra. 

A área de apoio, composta por sanitários e lanchonete, ficaria pronta em 40 dias. O piso seria todo revestido e o local receberia ainda a instalação de cobertura em policarbonato e guarda-corpos. Além disso, segundo a Prefeitura, a avaliação final apontou a necessidade de demolição de grande parte da área afetada e recuperação do restante, reduzindo a extensão da estrutura de 70 para 20 metros.

Em nova etapa do processo de reconstrução, um novo projeto será elaborado para a recuperação dos outros 50 metros. As vigas comprometidas pela ressaca, que pesam 51 toneladas ao todo, já foram retiradas com a ajuda de um guindaste e dois mergulhadores. As hastes inteiras foram deixadas no local para não encarecer mais a reforma.