Após três meses, peixe está tomado por ferrugem

Ministério do Meio Ambiente não respondeu quanto foi gasto na escultura do Tubarão-Baleia.

Inaugurada em março deste ano na Praia do Gonzaga, próxima a Concha Acústica, em Santos, a escultura do Tubarão-Baleia está tomada por ferrugem – já que é feita de ferro – material não resistente à maresia.

Assinada pelo artista plástico Siron Franco, a estrutura tem 15 metros de comprimento e pesa 3,2 toneladas. Com uma abertura lateral, a obra foi planejada para receber embalagens recicláveis encontradas na praia e chamar a atenção das pessoas em relação ao volume de resíduos que chega aos oceanos e acabam sendo ingeridos por animais marinhos.

Mas, o mau estado de conservação da obra e o material utilizado têm gerado dúvidas nos munícipes sobre a efetividade deste tipo de ação. Além da oxidação do ferro, a base – feita de madeirite – estufou.

No dia 22 de março, o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles veio a Santos para dar início ao Plano de Combate ao Lixo no Mar (PNCLM) e inaugurar a escultura. Entre outros, são objetivos do PNCLM diagnosticar e buscar soluções para o lixo no mar do Brasil. Neste sentido, estão sendo realizadas ações pela pasta em cidades litorâneas, e a instalação do peixe foi uma delas.

Questionada, a Prefeitura de Santos informou que o Tubarão-Baleia foi enviado ao município pelo Ministério do Meio Ambiente, em uma ação feita inteiramente pelo Governo Federal, sem recurso municipal envolvido.

À Administração Municipal cabe apenas coletar semanalmente o material depositado na escultura, o que é feito em parceria com a ONG Sem Fronteira.

SEM RESPOSTAS

A Reportagem questionou o Ministério do Meio Ambiente para saber quanto foi gasto na escultura, na operação logística para trazer o peixe até Santos, sobre a escolha de material inapropriado para o ambiente marítimo e por quanto tempo a obra ficará na praia, mas até o fechamento desta edição não obteve nenhuma resposta.