Moro omite palestra remunerada na prestação de contas da época em que era juiz, diz jornal

Em resposta aos questionamentos da Folha de São Paulo, Moro disse que não prestou contas da palestra por "puro lapso". Mas que ele doou parte da renda à uma instituição de caridade.

O ministro da justiça, Sérgio Moro, não declarou na prestação de contas da época em que era juiz federal – trabalhando na Lava Jato – uma palestra remunerada que deu em setembro de 2016. A informação é do jornal Folha de São Paulo.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) informou à Folha que, no mesmo ano (2016), Moro participou de 16 eventos externos. Porém, segundo mensagens que ele teria enviado ao procurador Deltan Dallagnol, uma palestra não foi informada ao TRF-4.

O site The Intercept Brasil diz que na mensagem trocada entre Moro e Dallagnol em maio de 2017, Moro cita uma palestra remunedada à qual teria participado no ano anterior e que, a mesma empresa que o pagou tinha interesse em convidar Dallagnol para o mesmo tipo de evento.

De acordo com uma resolução do Conselho Nacional de Justiça, os magistrados tem até 30 dias para informar detalhes de palestras ou demais eventos em que eles sejam convidados. Porém, não obriga os juizes a dizerem se foram ou não remunerados. 

Em resposta aos questionamentos da Folha de São Paulo, Moro disse que não prestou contas da palestra referida por ter ocorrido um “puro lapso”. Mas que ele doou parte da renda à uma instituição de caridade.

*Com informações da Folha de São Paulo (Paula Sperb e Ricardo Balthazar).