Corregedoria vai pedir afastamento de escrivão investigado por importunação sexual

Celular do escrivão, lotado em Guarujá, foi apreendido para perícia

A Corregedoria da Polícia Civil vai pedir à Justiça o afastamento de um escrivão da Delegacia Sede de Guarujá investigado por importunação sexual contra uma vendedora de 23 anos. O crime ocorreu em maio, segundo a mulher.

Na semana passada, policiais da 6ª Corregedoria Auxiliar – Santos apreenderam o celular do escrivão na casa dele para uma perícia.

Com a divulgação da acusação da vendedora no portal G1 (Santos), no domingo (22), três mulheres procuraram o veículo de comunicação para relatar assédio sexual do agente público.

A 6ª Corregedoria Auxiliar de Santos, no bairro Campo Grande, aguarda a presença destas três mulheres para que as novas investigações sejam desenvolvidas.

O advogado do escrivão, Welison Tonello, foi procurado nesta segunda-feira (23) pelo Diário do Litoral e disse que só se manifestará se tiver autorização do cliente.

Relato

A vendedora autora da primeira denúncia contra o funcionário público estadual diz que foi vítima do escrivão ao procurar a Delegacia de Guarujá para registrar o encontro de um celular que havia perdido.

Ela relata que, enquanto aguardava para o caso ser registrado, o escrivão pegou o aparelho, exigiu a senha e analisou o celular em uma sala, sem a presença dela.

Ao retornar, conforme a vendedora, o escrivão a levou para uma sala, onde disse que acessara fotos íntimas e a obrigou, segundo ela, a passar a mão no pênis dele.

A mulher também afirma que quando conseguiu pegar o celular o homem ainda passou a mão no corpo dela.

Outras vítimas

Uma professora, uma consultora de negócios e uma funcionária pública também relatam terem sido assediadas pelo escrivão na Delegacia de Guarujá.

A professora, diz inclusive, que o policial mandou fotos do pênis para ela após pegar o telefone dela durante o registro de um caso em que ela acompanhava uma amiga em um caso de agressão.