O Climatempo, instituição que oferece serviços de Meteorologia, descartou o fenômeno chamado ‘microburst’ (micro explosão) como o causador das fortes chuvas que atingiram a Baixada Santista entre domingo (9) e segunda-feira (10).
Esse fenômeno ocorre quando correntes de ar muito fortes se desprendem da base das nuvens cumulonimbus (frequentemente associadas a eventos meteorológicos extremos) em direção ao solo e aumentam a força com que a chuva e os ventos chegam às regiões.
A agência explicou que para afirmar que houve um microburst é necessário olhar para diversas variáveis meteorológicas.
“Somente uma imagem de satélite ou dados de volumes de chuva não são capazes de comprovar tal fenômeno. Precisamos olhar para a intensidade dos ventos e outras variáveis (até fotos registradas) para emitir qualquer análise”, pontuou em nota.
Para a meteorologista do grupo, Josélia Pegorim, as chuvas torrenciais foram resultado somente da chegada de uma frente fria sobre o estado, responsável pela formação de nuvens extensas e muito carregadas no litoral, interior e Grande São Paulo.
