A Justiça converteu para preventiva a prisão em flagrante do missionário peruano acusado de estuprar uma menina de quatro anos em uma igreja adventista no Jardim Mosteiro, em Itanhaém. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), por meio de sua assessoria de imprensa.
O crime, em uma sala de primária, usada para aulas infantis, foi flagrado pela mãe da criança, que havia notado falta da filha enquanto participava de uma reunião dentro da própria igreja.
O acusado disse, no interrogatório, que levou uma das mãos da criança até seu pênis e que falava “besteiras” para ela, com conotação sexual.
Conforme assinalou o delegado que registrou o flagrante, na Delegacia Sede de Mongaguá, o missionário planejava deixar o litoral e se aproveitou disso para “praticar o crime hediondo com uma inocente criança”.
O delegado requereu ao Poder Judiciário a conversão da prisão em preventiva para a garantia da ordem pública e para assegurar o cumprimento da lei penal.
A igreja, que é uma congregação da Adventista de Sétimo Dia, fica na Rua José Simões Neves. Em nota, lamentou o caso e disse que missionário estrangeiro estava abrigado no templo há poucos dias.
Logo após a mãe constatar o crime, segundo a igreja, o pastor local foi acionado, conforme protocolo da organização, e imediatamente chamou a polícia.
“Neste momento, a Igreja Adventista do Sétimo Dia oferece o apoio necessário para a mãe e à vítima. A instituição repudia qualquer tipo de violência. E, inclusive, promove regularmente ações de conscientização contra o abuso infantil”, afirma.
