Não há previsão de remoção das pessoas que moram em áreas afetadas pelos deslizamentos da última semana, em Guarujá. De acordo com a Secretaria de Habitação da cidade, os Morros do Engenho, Bela Vista (Macaco Molhado) e Barreira do João Guarda integram o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Litoral Paulista, mas não serão beneficiados na primeira etapa das obras de moradias populares. Os bairros contemplados serão Vila Júlia, Vale da Morte, Jardim Três Marias e Vila Baiana.
Os três morros citados foram os mais devastados pela tempestade que atingiu a Baixada Santista, na última segunda-feira. Até o fechamento desta reportagem, o número de mortos estava em 32 e ainda havia 38 desaparecidos.
O Programa de Desenvolvimento Sustentável poderia ser uma opção para as famílias que estão em casas condenadas, mas até o momento, nenhuma das áreas citadas foi inserida no projeto.
Já o Morro do Cantagalo, onde 10 pessoas morreram nos deslizamentos da semana passada, conta com o Projeto Enseada – Cantagalo (PAC2), que consiste em moradias populares construídas na região da Enseada. As unidades beneficiam famílias removidas do próprio Cantagalo e da Vila Baiana.
No entanto, as obras estão paradas porque o Governo Federal paralisou o programa Minha Casa Minha Vida. Até 2018, 400 unidades foram entregues na primeira etapa do projeto.
SANTOS
Os morros de Santos também foram bastante afetados pelo temporal. Foram registrados deslizamentos e mortes no Morro São Bento, Morro do Tetéu e Morro do Pacheco.
Segundo a Prefeitura de Santos, estão em construção 198 unidades habitacionais do Conjunto Habitacional Santos R (fases 2 e 3), no Morro da Nova Cintra. O empreendimento é o primeiro voltado totalmente para a remoção das famílias que vivem em área de risco nos morros santistas.
A construção é de responsabilidade do Governo do Estado de São Paulo, por meio da CDHU, com investimento de R$ 13,8 mi em um terreno com mais de 14 mil m².
Porém, ainda não há previsão de quando as famílias beneficiadas poderão se mudar.
DÉFICIT HABITACIONAL
De acordo com as prefeituras, até agosto do ano passado, a Baixada Santista registrava uma defasagem de 106 mil residências para famílias de baixa renda (até R$ 2.994,00). Com os programas habitacionais da Caixa Econômica, a região garantiu a construção de 5.273 unidades populares, mas ainda faltam 106 mil.
Guarujá é o município com maior déficit, necessitando de 30 imóveis para mudar a situação.
