Ladrão que jogou mulher no chão em roubo em Praia Grande é preso; veja vídeo

De acordo com a Polícia Civil, o criminoso se aproveita de ruas estarem praticamente vazias, em meio à pandemia, para agir

Uma investigação do 1° Distrito Policial de Praia Grande, a partir do vídeo de um assalto em que um ladrão atira uma mulher no chão no Canto do Forte, resultou na prisão do acusado, de 19 anos, na manhã desta terça-feira (14) na Avenida Costa e Silva, no Boqueirão. De acordo com a Polícia Civil, o criminoso se aproveita de as ruas estarem praticamente vazias para agir. 

O assalto ocorreu em 1° de abril, na Rua Marechal Eurico Gaspar Dutra, no Canto do Forte. A vítima falava ao celular e passeava com seu cachorro quando foi atacada pelo ladrão, que a atirou no chão e subtraiu o celular dela e uma bolsa. O vídeo se disseminou na internet e a equipe do delegado Flávio Magario, titular do 1° DP, e do investigador-chefe, Gleydson Segundo, analisou minuciosamente as imagens para obter êxito no esclarecimento do crime. 

Na manhã desta terça, os policiais Maurício Avelar e Marcello Vasconcelos faziam diligências quando se depararam, na Costa e Silva, com o suspeito. 

“Ele estava transitando com a mesma bicicleta usada no crime e os policiais o reconheceram por conta de características não tão comuns. Ele tem traços indígenas e usava a mesma camisa regata usada no crime”, disse o investigador Gleydson Segundo. 

A vítima ainda não tinha registrado boletim de ocorrência e foi localizada após a prisão do rapaz. Ela o reconheceu prontamente no distrito. 

O detido, que já ostenta antecedente por furto e estava em liberdade mediante medidas cautelares, confessou o roubo contra a mulher e disse que, depois do delito, vendeu o celular dela para um desconhecido na Vila Margarida. Sobre a bolsa, ele diz que a dispensou e que não se recorda onde. 

O delegado Magario requereu ao Poder Judiciário a prisão preventiva do rapaz ainda na terça. No mesmo dia, com manifestação favorável do Ministério Público ao pedido do delegado e oferecimento de denúncia, o juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, decretou a prisão preventiva ao entender que a medida é necessária para evitar a prática de novos delitos e pela sua adequação à gravidade do crime. 

No despacho em que decretou a prisão, Peluso citou que o réu agiu mediante violência real contra a vítima, em plena via pública durante a luz do dia, e foi seguramente reconhecido por ela no distrito policial, o que “já demonstra a periculosidade e ousadia do agente e a inobservância das regras elementares de convivência social, até porque agiu em momento social de vulnerabilidade da população decorrente da pandemia de Covid-19”.

“Ressalte-se, ainda, que o réu já se encontrava cumprindo medidas cautelares processuais diversas da prisão em decorrência de outro processo-crime, decorrente da prática de crime patrimonial, a comprovar que, se permanecer em liberdade, retornará a delinquir, já que as anteriores medidas cautelares não foram suficientes para frear seus impulsos antissociais”, escreveu Peluso.