Região tem 431 profissionais da saúde afastados por Covid-19

Em relação aos casos confirmados, Santos registra o maior números de diagnosticados: são 105

Sete cidades da Baixada Santista já contabilizam 431 profissionais da saúde afastados por coronavírus. Guarujá lidera o levantamento com 210 funcionários em isolamento. Em seguida aparece São Vicente, com 120; Cubatão, com 51; Santos, com 26; Peruíbe, com 12; Mongaguá, com sete e Bertioga com cinco. Praia Grande e Itanhaém não responderam até o fechamento desta matéria.

Em relação aos casos confirmados, Santos registra o maior números de diagnosticados: são 105. Guarujá e Cubatão tem 20 confirmações cada; Peruíbe, seis; São Vicente e Bertioga com cinco casos confirmados em cada uma, e Mongaguá, com um. A maioria dos afastados ainda aguarda o resultado dos exames.

Os dados incluem médicos, enfermeiros, técnicos e administrativos. Vale ressaltar que pode haver divergências no quantitativo informado, já que há funcionários que trabalham em mais de uma cidade na região.

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) também foi questionado quanto ao monitoramento dos casos suspeitos e confirmados em profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus na região, mas até o momento os dados se referem ao estado. Em breve, segundo o órgão, haverá tabulação regional.

Até o último dia 14, só no estado de São Paulo, o setor de saúde tinha uma baixa de 740 profissionais em quarentena com suspeita de Covid-19; internados com suspeita eram 50. Já os casos confirmados chegam a 213.

Já faleceram 13 profissionais, sete com diagnóstico confirmado e seis com suspeita.

CONTRATAÇÃO EMERGENCIAL

Segundo o Coren, o ideal, tanto na situação de pandemia quanto em qualquer outra, é que as instituições de saúde mantenham o quadro de profissionais dentro de um dimensionamento correto, baseado em um cálculo previsto na Resolução Cofen 543/2017.

O Coren-SP segue realizando inspeções de fiscalização para que esse quantitativo, que varia de instituição para instituição, seja mantido.

“Há situações em que o remanejamento adequado de profissionais dentro da unidade já supre uma eventual substituição, mas também há situações em que se faz necessária a contratação – ou seja, varia para cada caso”, explica a nota do órgão.

DENÚNCIAS

Outro problema que afeta os hospitais é a falta de EPIs (máscaras, aventais, luvas e toucas). O Coren já contabiliza 792 denúncias sobre a situação. Há, ainda, 479 reclamações sobre o impedimento de uso de equipamento de segurança pela própria chefia.

Todas as denúncias são averiguadas, com possibilidade de notificação às instituições para adequação e de encaminhamento ao Ministério Público do Trabalho. “Diante dessas denúncias que recebemos, estamos realizando reuniões com secretarias de saúde, câmaras, Alesp e sindicatos”, declarou o órgão.

PAÍS

Até a última quarta-feira (15), o Brasil registrava 30 mortes de profissionais de enfermagem causadas pela Covid-19, de acordo com balanço do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). O levantamento retrata o impacto das infecções do novo coronavírus entre enfermeiros, técnicos e assistentes.

Outros 4 mil estão afastados pela doença, sendo 552 com diagnóstico confirmado e mais de 3,5 mil em investigação.