Polícia Civil esclarece homicídio de pedreiro em Peruíbe e prende casal na Grande SP

Família de Carapicuíba desceu a serra após receber denúncia de furto em casa de veraneio, no dia 7, e consumou o homicídio do pedreiro, apurou a polícia

A Polícia Civil esclareceu o assassinato do pedreiro Joildo Santos Matos, de 33 anos, que foi baleado na cabeça em seu carro, em Peruíbe, diante da suspeita de que tinha furtado a casa de um conhecido no último dia 7 de abril, em Itanhaém. Conforme apurou a polícia, o crime foi cometido por uma família de Carapicuíba, que desceu a serra no próprio dia do furto, e consumou o homicídio do pedreiro no bairro Estação. O casal dono da casa foi preso no último sábado (18), em Carapicuíba, e a polícia  prossegue as diligências para deter o homem apontado como atirador, que é cunhado do proprietário, e o filho do casal. 

Com base nas apurações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém, com diversas diligências de campo e pesquisa na base de dados policiais, a Justiça expediu ordens de de captura para a família. 

Sob a coordenação da delegada Evelyn Gonzalez Gagliardi, titular da DIG, e do investigador-chefe, Mario Augusto, foi montada uma operação no sábado, com apoio de policiais da Delegacia de Peruíbe e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) em Carapicuíba, e o casal não ofereceu resistência ao ser detido. Os trabalhos foram supervisionados pelo titular da seccional de Itanhaém, Carlos Henrique Fogolin de Souza. 

O homem, de 40 anos, que é pedreiro, e a mulher, de 34, confirmaram que viajaram à Baixada Santista no último dia 7 para tentar impedir o furto à residência, após denúncia de uma vizinha no litoral, mas relataram que não tiveram envolvimento com o disparo que matou a vítima, que, segundo a versão deles, foi “acidental” e partiu do familiar que está foragido. 

O pedreiro assassinado, conhecido como Negão, estava em uma Fiat Doblò prata com a esposa, grávida, e um outro casal, quando ocorreu a abordagem da família de Carapicuíba, que estava em uma Doblò vermelha na Avenida Luciano de Bona. Uma pedra foi atirada no veículo antes, forçando a parada, antes do disparo. A gestante e as outras duas pessoas foram levadas a um matagal, onde foram amarradas, agredidas e ameaçadas.  

A arma usada no crime, uma espingarda de calibre 12, ainda não foi localizada. “(O pedreiro detido) falou que quando estavam indo embora resolveram jogaram a calibre 12, porém não soube indicar o local”, disse o investigador Mario Augusto.