Falso entregador de aplicativo é preso por tráfico de drogas no BNH, em Santos

Ele utilizava o disfarce para tentar ocultar suas ações no tráfico de drogas

Uma investigação de campo que durou dias resultou, no final da manhã de segunda-feira (22), na prisão em flagrante de um falso entregador de aplicativo por tráfico de drogas no BNH, em Santos. Ao reconhecer um dos policiais civis que cercava seu prédio, o acusado, de 32 anos, chegou a arremessar um pote de vidro com porções de maconha para tentar escapar da prisão em flagrante, mas foi abordado no apartamento e acabou autuado. 

Conforme informações apuradas pelos policiais da 1ª Delegacia da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), o falso entregador  se passava como colaborador da Uber Eats, de moto, para tentar ocultar suas ações no tráfico de drogas. 

Diante de informações sobre este morador do BNH, policiais sob o comando do delegado Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, titular da 1ª Delegacia, e do investigador-chefe, Paulo Carvalhal, passaram a realizar diligências de monitoramento dele. 

Em uma das ações de monitoramento, os investigadores chegaram a constatar que ele saiu com a mala de entrega do Uber Eats e em nenhum momento se dirigiu a um restaurante ou estabelecimento comercial para coleta de pedidos. 

A equipe da 1ª Delegacia identificou o prédio onde o alvo da investigação reside, na Rua Jurubatuba, e preparou nesta segunda-feira um cerco ao perímetro do prédio para evitar eventual fuga. 

No apartamento do entregador, os policiais apreenderam 100 gramas de cocaína, fermento, embalagens plásticas para acondicionar entorpecentes e a mochila térmica da Uber Eats. 

Autuado em flagrante pelo delegado Leonardo Amorim Nunes Rivau, o homem foi recolhido à cadeia anexa ao 5° DP de Santos (Bom Retiro). 

Uber Eats

Em nota, a Uber informou que, pelas informações fornecidas pela Reportagem, o suspeito não tem cadastro no aplicativo Uber Eats. 

“A empresa esclarece que as mochilas distribuídas ou vendidas aos entregadores podem ser revendidas, emprestadas ou até mesmo furtadas, portanto o simples uso de elementos com o logotipo da empresa não é um indicativo confiável de cadastramento no app. O que assegura que alguém é motociclista que atua como entregador parceiro são as informações disponíveis dentro do próprio app ao fazer o pedido, como placa da moto e nome do entregador”, disse a Uber. 

Como parte do processo de cadastramento para utilizar o aplicativo do Uber Eats, diz a empresa, todos os entregadores parceiros passam por uma checagem de antecedentes criminais realizada por empresa especializada que, a partir dos documentos fornecidos pelo próprio motorista e com consentimento deste, consulta informações de diversos bancos de dados oficiais e públicos de todo o País em busca de apontamentos criminais, na forma da lei.