Moradores da Avenida Nove de Julho, no bairro Jardim Praia Grande, em Mongaguá, estão cansados de enfrentar problemas com constantes alagamentos provocados pelas chuvas. Além de conviver com uma vala a céu aberto, na esquina entre as avenidas Nove de Julho e do Estado, no bairro.
A afirmação é do autônomo Manoel João Ferreira, de 69 anos, que mora na esquina entre as duas avenidas. “Já fiz diversas reclamações à Prefeitura e à Sabesp, mas ninguém resolve a situação”.
Segundo ele, a Prefeitura de Mongaguá realizou um serviço, há cerca de dois meses, e instalou algumas tubulações na avenida do Estado, mas não resolveu o problema.
“Já reclamei à Sabesp, para realizar a ligação de esgoto na minha residência, mas eles dizem que não é possível, devido à vala com mais de um metro de largura, localizada na lateral da casa. A prefeitura teria que instalar uma manilha e aterrar esse trecho, para colocar a tubulação e fazer a ligação de esgoto na rede da Sabesp”, explica.
Outra moradora, que reside na avenida do Estado, é a dona de casa Lourdes Vieira (68). Ela conta que o problema de alagamentos existe há mais de 20 anos. “Com a chuva, a inundação nas duas avenidas fica pior e as águas chegam a entrar em casa. O serviço feito pela Prefeitura não adiantou”, ressalta.
Mais uma preocupação dos moradores na avenida Nove de Julho é a falta de água no local. A moradora Marisa Augusta de Moraes (34), há 18 anos na avenida, afirma que há cinco dias está sem o abastecimento de água na residência.
“Somos cinco pessoas, incluindo uma cadeirante, e não temos água nas torneiras. Já reclamamos à Sabesp, mas até o momento, não teve uma solução”.
OUTRO LADO
A Prefeitura de Mongaguá informa que realizou diversos serviços na Avenida 9 de Julho e Avenida do Estado, no Jardim Praia Grande, há cerca de 30 dias. Foram executados os serviços de limpeza de vala, na avenida 9 de Julho; troca de tubulação na avenida do Estado, elevação de passagens na via de rodagem e desobstrução de córregos e valas nas adjacências.
Quanto às árvores da Praça Olavo Bilac, a equipe técnica do Departamento de Meio Ambiente diz que as árvores que apresentam risco de queda serão removidas e, no local, serão plantadas espécies nativas. A Sabesp esclarece que não havia nenhum registro nos canais de atendimento da Companhia sobre as duas situações.
