Uma central de distribuição clandestina de internet vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo aponta investigação, foi desativada, nesta quinta-feira (5), por policiais da 1ª Delegacia da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) regional no Morro Santa Maria, em Santos, o que culminou na prisão em flagrante do acusado de ser o operador da central. O acusado trata-se de um técnico de telecomunicações, de 36 anos, que foi autuado em flagrante por desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação, furto consumado e organização criminosa.
O técnico foi submetido a uma audiência de custódia nesta sexta-feira (6) no Fórum de Santos e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.
O flagrante foi resultado de uma investigação comandada pelos delegados Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior e Leonardo Amorim Nunes Rivau, respectivamente titular e assistente da 1ª Delegacia. A equipe da delegacia apurou previamente que havia 11 contratos de prestação de serviço entre o técnico e uma empresa de telecomunicações, sendo todos os contratos para o mesmo imóvel, na Rua Oito.
Os policiais então, sob o comando do investigador-chefe, Paulo Carvalhal, descobriram que a internet era revendida para pessoas da comunidade com valores abaixo de mercado e com uso de cabos em postes sem autorização da CPFL. Até propaganda via cartões foi constatada, com oferecimento de internet com velocidade de 5 megas por R$ 49,90 mensais.
A empresa prestadora de serviços de telecomunicação foi acionada pela polícia e confirmou que nenhum dos contratos firmados entre ela e o acusado permitem a revenda ou repasse de sinal a terceiros, gratuitamente ou não.
Pelo conjunto de aparelhos apreendidos na casa do acusado, o delegado Rivau entendeu que a “estação” servia para possibilitar o uso ainda de aplicativos de conversa via internet entre criminosos da facção.
“Nesse mesmo aspecto, as investigações desenvolvidas por essa unidade policial especializada denotam que a instalação, manutenção e promoção de central clandestina de internet somente poderia se dar com o incentivo da organização criminosa PCC, pois está entre os objetivos da facção o controle sobre os serviços de luz, água, gás, internet e transporte dentro das comunidades carentes”, fundamentou o delegado.
