Brás tem a segunda maior taxa de mortes por Covid-19

Bairro central tem 267 mortes por 100 mil habitantes, segundo levantamento; Belém é o bairro com maior índice de mortalidade pela doença, com 271 mortes por 100 mil pessoas

O Brás, região central da capital paulista, tem uma taxa de 267 mortes por Covid-19 por 100 mil habitantes, segundo maior índice de mortalidade pela doença em São Paulo. O bairro com a maior taxa é Belém, na zona leste, com 271 mortes por 100 mil pessoas.

As informações são de um levantamento produzido pela “GloboNews” e pelo “G1”, com dados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (PRO-AIM), da Secretaria Municipal da Saúde.

Com as festas de fim de ano chegando, a região do Brás tem registrado aglomerações diárias, isso porque o centro é conhecido por vender diversos produtos no varejo e no atacado.

Segundo dados do PRO-AIM até o dia 3 de dezembro, o Brás registrou desde o início da pandemia 78 mortes ou suspeitas decorrentes do novo coronavírus. Segundo o censo mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 29.265 pessoas vivem no distrito.

Segundo o levantamento, as maiores taxas de óbitos confirmados ou suspeitos por 100 mil habitantes são: Belém (zona leste), 271; Brás (centro), 267; Água Rasa (zona leste), 265; Freguesia do Ó (zona norte), 252 e; Mooca (zona leste), 250.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que “fortaleceu todos os seus Equipamentos e ações com foco na prevenção, diagnóstico, atendimento, garantia de leitos e internações em função da Covid-19 em todos os 96 distritos administrativos da cidade, focando com especial atenção as áreas mais vulneráveis”.

Além disso, disse que a Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste, a que pertencem os distritos de Belém, Brás, Água Rasa e Mooca, “contempla 217 serviços de Saúde municipais”.