Simulado do maior roubo de Santos expõe a necessidade de equipamentos de visão noturna; vídeo

Simulado do maior roubo de Santos expõe a necessidade de equipamentos de visão noturna

A utilização dos equipamentos possibilitaria aos policiais atirar de distância maior; simulação do crime contra a Prosegur ocorreu na madrugada desta terça-feira (22), no Macuco, e durou cerca de 20 minutos, com explosões e mais de 600 tiros

O simulado do maior roubo da história de Santos expôs a necessidade de a Polícia Militar passar a utilizar, neste tipo de ocorrência, equipamentos de visão noturna para conseguir efetuar disparos contra criminosos a uma distância maior. Um destes equipamentos é o monóculo de visão noturna. 

O reconhecimento da necessidade foi feito pelo comandante do 2° Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), tenente-coronel Reinaldo Almeida, em entrevista coletiva ao final do exercício, que ocorreu no início da madrugada desta terça-feira (22), no Macuco, durou cerca de 20 minutos, teve duas explosões controladas, mais de 600 tiros e cerca de 50 pessoas assistindo às cenas a partir de posto de combustíveis – a maioria moradores das imediações.

Era difícil ver quem não se assustasse com os barulhos de explosões e com os fortes estampidos – de balas de festim – e que não alterasse bruscamente a posição do celular a posto para captar as cenas.

A ação terminou por volta de 0h20 com um assaltante como se estivesse morto a tiros no local, um comparsa socorrido por uma ambulância e um policial militar baleado, resgatado pelos próprios colegas do 2° Baep e levado a uma unidade de saúde em uma viatura.

Nesta reprodução do roubo à Prosegur, os policiais utilizaram fuzil de calibre 556, mas o comandante também já enxergou a necessidade de em um próximo exercício ser utilizado o fuzil de calibre 762. Pela falta de munição de festim para a arma mais potente, ela deixou de ser empregada na simulação.

O comandante do 2° Baep afirmou que considerou o simulado um sucesso e anunciou que serão realizados outros nos mesmos moldes. A ação contou com a participação de 150 policiais militares e ainda mobilizou guardas municipais, agentes de trânsito e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O tenente-coronel ainda observou aos jornalistas que o tempo de resposta dos policiais pode ser melhorado. “É evidente que aqui é um simulado, mas a gente pode avaliar, assim como foi na situação real, a possibilidade de melhorar”, afirma.

Ele detalhou como os policiais agem em uma ocorrência desse gênero a partir da comunicação, quando as viaturas ainda estão em patrulhamento de rotina. “Há a necessidade do comandante do pelotão juntar as viaturas para poder vir a atender esse tipo de ocorrência. Às vezes a situação não é tão rápida como no simulado. Ele precisa juntar (os policiais) em um local, definir a forma de ação e efetivamente reagir”, disse Reinaldo Almeida.

Roteiro

A simulação foi narrada, de microfone, por um oficial posicionado no posto de combustíveis, que fica na esquina das ruas Silva Jardim e Luis Gama. À 0h, policiais que figuraram como assaltantes, usando toucas ivanhoé e armas de grosso calibre, agem na transportadora de valores, na Silva Jardim, 365, onde há uma primeira explosão controlada. Funcionários da empresa logo realizam contato com a PM, pelo telefone 190, e transmitem informações iniciais sobre a ocorrência, como características dos indivíduos e dos veículos.

Uma segunda explosão controlada é realizada simulando um carro incendiado por criminosos na esquina da Silva Jardim com a Luis Gama, para dificultar a ação policial.  Com a aproximação dos policiais a pé, pela ruas Luis Gama e Borges, inicia-se uma intensa troca de tiros. Um PM baleado é socorrido pelos colegas com técnicas de atendimento pré-hospitalar.

Após a saída da viatura com o policial resgatado pela Rua Luis Gama, o confronto prossegue e dois figurantes são atingidos na faixa de pedestres da via. Após a fuga dos demais criminosos do local, os policiais estabelecem um perímetro de segurança para o socorro de feridos e prosseguem a ação metropolitana visando a captura dos fugitivos.

Monitoramento

O tenente-coronel Reinaldo Almeida disse que as câmeras de monitoramento da Prefeitura estão com uma importância fundamental para uma ação policial do gênero. “O que nós pudemos perceber é que o veículo que imprimiu fuga nós conseguimos acompanhar pela rede de rádio e a todo momento ele estava sendo monitorado. Então o sistema está funcionando”, afirmou.