Em 2020, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu quase o dobro de madeira ilegal do que no ano anterior. No caso da Polícia Federal (PF), foram confiscados o equivalente a R$ 427,7 milhões de grupos ou pessoas flagradas cometendo algum tipo de crime ambiental, índice equivalente a um crescimento de 81% em comparação a 2019. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (22) durante a apresentação dos resultados das ações que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e as instituições vinculadas à Pasta.
De acordo com o diretor-geral da PRF, Eduardo Aggio, foram apreendidos mais de 36,997 mil metros cúbicos de madeira ilegal em rodovias federais de janeiro a novembro deste ano. Este número é 95% maior que os 18,945 mil metros cúbicos apreendidos em 2019. Em 2018, foram apreendidos 13,904 mil metros cúbicos.
“Isso mostra que a atuação do governo federal no combate aos crimes ambientais tem sido ampliada, e os resultados têm sido bastante profícuos”, ressaltou Eduardo Aggio. “O aumento expressivo da apreensão de madeira ilegal não necessariamente retrata um aumento do desmatamento, mas sim o aumento da nossa capacidade de atuar”, completou.
Resgate
Foram resgatados 34 mil animais silvestres neste ano, contra 11 mil em 2019 e 18.897 em 2018. “Também temos focado na desestruturação da logística do tráfico de animais”, afirmou o diretor-geral da PRF, atribuindo os resultados, em parte, à reformulação da atuação das áreas de tecnologia e de inteligência levada a cabo em 2019.
“Essa reestruturação do policiamento trouxe ganhos significativos em todas as áreas de atuação da PRF, inclusive no aspecto ambiental. Queremos que aqueles que forem delinquir saibam que as rodovias federais não serão usadas para qualquer tipo de ilícito”, completou o diretor.
Segundo Eduardo Aggio, grande parte da madeira apreendida foi entregue ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Crimes ambientais
De acordo com o diretor-executivo, Carlos Henrique de Souza, os agentes federais apreenderam o equivalente a R$ 427,7 milhões em operações deflagradas para reprimir ilícitos ambientais, valor 81% superior aos R$ 235,3 milhões recolhidos no ano passado.
Enquanto o secretário Nacional de Segurança Pública, Carlos Renato Machado Paim, lembrou que, dentre as 57 operações, em 44 cidades de 19 unidades da federação, que a Força Nacional de Segurança Pública participou este ano, algumas das principais tinham entre seus objetivos reprimir crimes ambientais, caso das operações Verde Brasil II, Onda Verde Itinerante e Pantanal, esta última deflagrada contra queimadas no bioma nos estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul.
