Medo de perder o emprego cresce entre os brasileiros, diz pesquisa

Preocupação de perder o emprego é maior entre mulheres, jovens com idade entre 16 e 24 anos, profissionais com baixa escolaridade e moradores de periferias

*Com informações de Agência Brasil

Pesquisa Índice do Medo do Desemprego, divulgada nesta quinta-feira (7), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o medo de perder o emprego é crescente entre os brasileiros. De acordo com o estudo, o índice ficou em 57,1 pontos, na medição feita em dezembro de 2020 – número que se encontra acima da média histórica de 50,2 pontos.

A preocupação de perder o emprego é maior entre mulheres, jovens com idade entre 16 e 24 anos, profissionais com baixa escolaridade e moradores de periferias. Quando o recorte abrange o público feminino, o indicador (que mede o medo de perder o emprego) fica ainda maior, chegando a 64,2 pontos. Entre os homens, o índice está em 49,4 pontos. Nos dois casos a CNI identificou aumento do medo do desemprego, na comparação com setembro.

Levando em conta o grau de instrução dos entrevistados, o perfil que apresentou nível maior de medo é o de pessoas com grau de instrução inferior ao ensino médio completo, ficando em 59,1 pontos entre os que estudaram até a 4ª série da educação fundamental, e em 59,2 pontos entre os com instrução entre a 5ª e a 8ª série.

Moradores das periferias também estão entre os que apresentaram maior crescimento no Índice do Medo do Desemprego, passando dos 55,9 pontos de setembro para 65,5 pontos em dezembro. Tendo como recorte os residentes nas capitais, o índice ficou em 57,5 pontos. Já os moradores das cidades do interior registraram um índice de 55,2 pontos.

Índice de satisfação com a vida
O Índice de Satisfação com a Vida (ISV) também foi apresentado pela CNI. O levantamento aponta que este índice alcançou 70,2 pontos em dezembro de 2020, ficando acima da sua média histórica de 69,6 pontos. De acordo com a CNI, isso não ocorria desde 2014.

A satisfação com a vida é maior entre os mais jovens. “O índice cai de 72,8 pontos, entre os entrevistados com 16 anos a 24 anos de idade, para 68,9 pontos entre os com 55 anos ou mais”.

Para o gerente-executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca, essa melhora pode estar relacionada “tanto à percepção, no início de dezembro, de melhora da crise sanitária e econômica, como ao auxílio emergencial que proveu maior segurança econômica às famílias de baixa renda”.

Na avaliação da CNI, o aumento deste índice foi maior entre os entrevistados com renda familiar até dois salários mínimos.