Com 65,3% de eficácia, Indonésia aprova uso emergencial da CoronaVac

Eficácia divulgada pelo órgão regulador da Indonésia é menor que a informada pelo Instituto Butantan

Pedido foi feito após análise da área técnica avaliar documentos enviados pelo Butantan no dia 15, além de questionamento de especialistas externos

Pedido foi feito após análise da área técnica avaliar documentos enviados pelo Butantan no dia 15, além de questionamento de especialistas externos

O uso emergencial da CoronaVac foi aprovado pela Indonésia na manhã desta segunda-feira (11). De acordo com o órgão regulador indonésio (BPOM), a taxa de eficácia do imunizante no país foi de 65,3%. A vacinação no país deve começar nesta semana.

A vacina é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac que, no Brasil, contou com a parceria do Instituto Butantã. No Brasil, o índice de eficácia geral deve ser divulgado nesta terça-feira (12).

Na semana passada, o Instituto Butantan informou que a vacina tem eficácia de 78%, mas os estudos não incluem voluntários assintomáticos ou que tiveram sintomas leves da doença.

“Esses resultados estão de acordo com o requisito de eficácia mínima de 50% estabelecido pela Organização Mundial de Saúde”, afirmou a chefe do BPOM, Penny Lukito. De acordo com a agência de notícia “Reuters”, um servidor da agência reguladora disse que a taxa de eficácia foi determinada a partir da confirmação de 25 casos de Covid-19 entre os 1.600 voluntários dos estudos clínicos no país, mas não deu mais detalhes.

A aplicação da vacina na Indonésia está marcada para começar ainda nesta semana. O presidente Joko Widodo deve ser o primeiro cidadão a receber a dose da Coronavac. “Por que o presidente é o primeiro? Não para se colocar na frente, mas para que todos acreditem que a vacina é segura e lícita”, escreveu Widodo em uma rede social.

Brasil

A Coronavac ainda não foi autorizada pela Anvisa para uso emergencial no País. Segundo a agência, o Instituto Butantan não entregou toda a documentação necessária para os trâmites legais.