Suspeito de matar a autônoma Marina Pereira dos Reis, de 39 anos, a tiro em um ponto de ônibus de São Vicente, Matheus Neves de Oliveira, de 22 anos, será ouvido nesta terça-feira (2) no 2° Distrito Policial de São Vicente (Cidade Náutica), onde tramita o inquérito do latrocínio (roubo seguido de morte).
Matheus foi buscado nesta manhã, em Piraju, no interior paulista por investigadores do 2° DP. A previsão é a de que ele chegue à tarde, após cerca de 5 horas de viagem.
Ele será ouvido pelo delegado Armando Prado Lyra Neto, titular do distrito, e ainda será submetido a reconhecimento pessoal do pai da vítima, testemunha ocular do crime.
Após todos os procedimentos no distrito, Matheus será removido à uma unidade de detenção na Região.
Matheus foi preso na noite do dia 27 em frente à de um familiar na área rural de Cerqueira César, no interior.
A prisão foi feita por policiais militares, que obtiveram informações de que o procurado estava escondido na residência, onde acabou encontrado na calçada, na Rua Arlindo Castagnaro.
Houve troca de informações com a equipe do 2° DP, que também tinha ciência e monitorava esse endereço, e confirmou o mandado de prisão temporária para a captura do procurado. A prisão foi decretada em 21 de janeiro, com base nas investigações da equipe do delegado Lyra Neto e do investigador-chefe, Marcelo Pereira, que trabalharam em conjunto com a Polícia Militar.
A identificação
Matheus foi identificado após abandonar a própria moto, uma Honda CG Titan preta, na Avenida Sambaiatuba. Ele já tem antecedentes por roubo e tráfico de drogas.
Pela análise das imagens de monitoramento, os policiais já tinham informações que a moto usado no crime estava sem refletor traseiro, tinha adesivagem, placa amassada e retrovisor esquerdo quebrado.
No final da tarde do dia 19 de janeiro, em patrulhamento, policiais militares avistaram uma motocicleta com características idênticas abandonada.
Os PMs e investigadores do 2º DP fizeram pesquisas que apontaram que Matheus havia adquirido a moto em uma concessionária, mas ainda não tinha feito a transferência a seu nome.
Em pesquisas nas redes sociais, os policiais obtiveram fotografias do suspeito que apontam que ele tem o braço direito repleto de tatuagens e tem metade do braço esquerdo tatuado, exatamente o que aparece nas imagens de monitoramento.
