Ao atuar na manutenção do telhado de uma quadra da Unidade Municipal de Ensino (UME) Rubens Lara, no Morro da Nova Cintra, o operário Vitor Virgiliano Gonçalves, de 22 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (5) após despencar da estrutura, que cedeu por volta das 11h30. A vítima caiu de uma altura de dez metros, de acordo com o registro da ocorrência.
Acionados para a ocorrência, guardas municipais de Santos obtiveram a informação, junto ao pai da vítima, de que ela utilizava apenas cinto de segurança e que a empresa responsável pela obra não forneceu o cabo-guia. Procurada pelo Diário do Litoral, a Construtora Armada, sediada em São Paulo, informou que o trabalhador recebeu todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários e que apura por qual motiva ele se desconectou do cabo-vida.
A empresa ainda disse que lamenta o acidente e que presta todo o auxílio à família do trabalhador. Uma auditoria, ainda segundo a construtora, irá apurar todas as circunstâncias do acidente.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a fazer manobras de ressuscitação no operário, mas ele faleceu no local.
O delegado Marcos Alexandre Alfino, titular do 5° Distrito Policial (Bom Retiro), compareceu à escola acompanhado de investigadores para o início das apurações.
Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Santos afirmou que a Guarda Civil Municipal deu apoio à Polícia, que investiga o caso. “A Administração destaca que exige, em contrato, que empresas vencedoras de licitações forneçam Equipamentos de Proteção Individual e coletiva para seus funcionários e garantam a sua utilização em todas as atividades. A empresa responsável pelo serviço na escola alegou à Prefeitura que entregou EPIs aos funcionários da referida obra. A Administração aguarda a apuração pericial da Polícia”, disse.
