Por conta da reportagem do Diário do Litoral sob o título “Futebol amador rola solto em plena pandemia em Praia Grande” (leia acima), a Liga de Futebol de Praia Grande emitiu um comunicado, por intermédio de seu Departamento Jurídico, alertando que todas as competições estão suspensas e que não autoriza nenhum clube a usar seu nome para justificar qualquer ato que não condiz com a legalidade e legitimidade.
A decisão ocorreu porque a Direção da Associação Assistencial da Cidade da Criança resolveu tornar público que Joaquim Rodrigues Pires, lotado na Secretaria de Urbanismo de Praia Grande, estaria patrocinando, há meses, jogos de futebol dentro de suas dependências, sem respeitar as normas de segurança básicas: uso de máscara, de álcool gel e, principalmente, o distanciamento social, pela quantidade de pessoas que participam e vão assistir os jogos.
Pires é presidente Associação Atlética Solemar e acusado pela Direção da Cidade da Criança de se apropriar do campo de futebol e anexos (vestiários e arquibancadas) da entidade.
Antes de procurar a Imprensa, os dirigentes oficializaram o secretário de Governo da prefeita Raquel Chini, Cássio Navarro – genro do ex-prefeito Alberto Mourão (PSDB). O chefe de Gabinete da prefeita, Esmeraldo Vicente dos Santos, o Dinho, também foi avisado, inclusive pessoalmente, pela Direção da Cidade da Criança. A Prefeitura não quer se manifestar sobre o caso que já foi encaminhado ao Ministério Público (MP).
Segundo a Liga, é de responsabilidade de cada membro de cada clube, caso resolva descumprir os decretos estadual e municipal de combate à pandemia de Covid-19, responder isoladamente por seus atos, “sob pena de responder administrativamente pelo estatuto da Liga e nas esferas Cível e Criminal”.
Procurado, Joaquim Pires disse que “o campo está trancado desde o decreto do governador e prefeita, portanto, fotos fora de contexto é armação. Não houve e nem haverá evento da Associação Solemar até o dia 19”.
Nesta sexta-feira (12), a Liga de Futebol de Praia Grande retifica que resolveu, por intermédio de seu Departamento Jurídico, suspender os jogos e não autorizar nenhum clube a usar seu nome para justificar qualquer ato que não condiz com a legalidade e legitimidade antes da Reportagem ter publicado a sua atitude e não em função dela.
