Em cinco dias e em menos de 30 minutos de caminhada, o biólogo Pedro Trasmonte, morador de São Vicente, coletou quase 500 tampas plásticas espalhadas pela Praia dos Milionários, com 600 metros de extensão.
O hábito começou sem pretensão, mas assustou o biólogo ao perceber a grande quantidade de tampinhas que recolheu em pouco tempo e em uma praia considerada pequena.
“Cheguei a pegar 121 tampinhas em apenas um domingo. Isso porque eu só retiro as tampas de plástico, mas tem muitas de metal”, explica.
Ele conta que junta tampinhas há algum tempo porque a irmã ajuda uma ONG em São Paulo dedicada à causa animal. O projeto encaminha o material para uma empresa de reciclagem e em troca recebe ração.
Até então, Pedro juntava apenas as tampas de produtos que consumia em casa, mas quando percebeu a quantidade de tampas espalhadas na faixa de areia e no costão de pedras, começou a retirá-las também.
“Só para fazer a foto, foram 58 tampinhas, sem esforço”.
Ele alerta sobre os riscos do plástico para o meio ambiente e à vida marinha e diz que se cada um retirar o lixo que encontra na praia a cada caminhada, ajuda pontualmente a conter este problema. “Não salva o mundo, mas com certeza faz a diferença para a praia e nos faz pensar na nossa maneira de consumo”.
