Munícipes cobram segurança no Cibratel II, em Itanhaém

Buracos, mato alto, falta de iluminação e de saneamento são alguns dos problemas enfrentados pelos moradores do bairro

Buracos, mato alto, falta de iluminação pública, de pavimentação e de saneamento básico nas ruas são alguns dos problemas enfrentados pelos moradores do bairro Cibratel II, em Itanhaém. Eles sofrem ainda com os inúmeros furtos que vêm acontecendo nas residências e comércios do bairro.

Um exemplo é o morador e artesão Gilson Costa Barreto, na rua Colômbia há quatro anos. Ele aponta a falta de iluminação, de saneamento básico, de pavimentação, de zeladoria e os furtos nas residências como as principais dificuldades.

“Minha casa já foi assaltada, no mês passado, entraram às 13h30 num domingo”.

Cerca de 30 moradores se reuniram no sábado (15) e fizeram várias faixas de protesto que foram expostas nas casas. Também estão organizando uma nova reunião com a presença de alguns veranistas do bairro.

“Pretendemos procurar a prefeitura, pois já estamos fazendo um abaixo-assinado em papel e on line e vamos encaminhar à Administração Municipal e à Secretaria de Segurança Pública do Estado para pedir providências”, completa.

A maior parte dos moradores e comerciantes já teve a casa assaltada ou furtada, durante o dia ou à noite. No bairro existem residências de veraneio e de alto padrão.

A professora Luciana França Oliveira, moradora na rua São Luiz do Maranhão, há cerca de cinco anos, também reclama da situação.

“A gente convive com muitos buracos nas ruas, mato alto, lixo e falta de iluminação. Moro há quase cinco anos nesta rua e só colocaram a iluminação no poste em janeiro deste ano”, salienta. Diz ainda que os próprios moradores são quem fazem algumas melhorias no bairro. E que já teve a sua casa assaltada várias vezes.

Assista ao vídeo desta reportagem:

FURTOS

A engenheira civil Gabriella Simeoni, que é responsável por oito obras em construção, na rua São Luiz do Maranhão, também estava bastante revoltada.

“Tenho oito sobrados em construção e fico desorientada, toda vez que entro na obra vejo que furtaram algum material. Já fui assaltada quatro vezes, em um ano. Muitas vezes, não consigo entrar de carro na rua, devido aos alagamentos provocados pelas chuvas”, desabafa. Os furtos dos materiais de construção nas obras, segundo ela, acontecem com caminhão e durante o dia.

Entre as piores ruas estão a Rio Grande do Sul, a Colômbia, Santa Catarina e a São Luiz do Maranhão. “Há muitos terrenos abandonados, com mato e lixo, o que atrai bichos, mas a prefeitura não faz nada”, conclui.

O aposentado Paulo Porto, 65 anos, que mora na rua Iguaçu, também já teve a residência assaltada. “A gente sai de casa com receio de que entrem para roubar. Fomos assaltados no mês férias, por volta das 13h e, quando voltamos, a casa já estava arrombada. Levaram televisores, objetos de valor e um valor de R$ 2 mil”, frisa.

OUTRO LADO

A prefeitura de Itanhaém informa que as equipes da Regional do Belas Artes, ligada à Secretaria de Serviços e Urbanização, já estão realizando os serviços. A previsão é que, em 30 dias, todos os serviços serão executados. E que há um sistema de rodízio nos bairros para a realização de mutirões de limpeza e zeladoria.

Já a Guarda Civil Municipal diz que realiza, diariamente, rondas ostensivas preventivas por toda a cidade, conforme a escala de trabalho e dias da semana. Mas, que a segurança pública compete à Polícia Militar.

O 29º Batalhão da Polícia Militar do Interior diz que foram registradas no Cibratel II apenas três ocorrências de furtos em residências, no mês de abril. E que o efetivo da PM 2ª Companhia tem atuado de forma diuturna e cuida da segurança em todos os bairros do município, com policiamento ostensivo motorizado.

Diz ainda que a periodicidade dos patrulhamentos é decidida conforme os locais onde são registrados os maiores índices de criminalidade, sendo importante o registro das ocorrências por parte da população.