Munícipes cobram poda de árvore na Ponta da Praia

Situação gera perigo, segundo jornaleiro. Prefeitura diz o contrário e que remoção de árvore exigirá isolamento de praça

Bruno Luiz Gobatto, morador da Ponta da Praia e dono de uma banca de jornal na Praça Allan Kardec, na confluência das avenidas Epitácio Pessoa com a Bancários, está reivindicando há meses a simples retirada de uma árvore condenada e que está colocando em risco a vida das pessoas.

“Há pouco mais de cinco anos, precisamente em 26 de fevereiro de 2016, uma árvore caiu na praça. Na verdade, eram duas palmeiras. Uma árvore cresceu e ‘abraçou’ o troco das palmeiras que morreram sufocadas”, explica
Gobatto.

O jornaleiro revela que uma apodreceu e caiu, o que gerou uma reclamação junto a dois vereadores que, segundo garante, chegaram a fazer requerimentos de providências à Prefeitura de Santos.

“Um engenheiro chegou a vir e vistoriar a que ainda estava de pé, mas confirmou que ela estaria condenada. Por ser maior que a outra que caiu, acredito que precisaria ser removida urgentemente, pois temo que ela tombe e atinja pedestres e carros”,
revela.

O munícipe diz que o perigo é iminente, porque na praça existe um ponto de ônibus bem perto da árvore e logo do lado de sua banca existe um ponto de táxi.

“Como nada foi feito, comecei a solicitar a poda ano passado, por intermédio da Ouvidoria Digital em 24 de junho (13810/2020) e 29 de outubro (24004/2020), sem resposta alguma”, conta.

Em 28 de dezembro, por intermédio do protocolo 28463/2020, foi respondido que a poda ocorreria no primeiro semestre. “De fato vieram e a empresa estava fazendo poda em todo o bairro. No entanto, no último dia 17, vieram podar as árvores da praça, mas só as da calçada ao lado da rua. A que me refiro, que fica mais no meio da praça, não foi podada. Questionei, revelei sobre a resposta da Prefeitura, ele me disse que falaria com o engenheiro, mas foram embora e nada foi feito”, explica.

Além do problema da árvore, Bruno Gobatto afirma que a praça é negligenciada. “O mosaico português está se desfazendo, há muito mato, raízes estão destruindo a calçada e muito lixo. “Já vi pessoas, principalmente idosos, tropeçando. A última reclamação que fiz foi via Facebook. A equipe veio, mas arrumou apenas alguns buracos e foi embora. Ainda vi um funcionário reclamando de mim”, finaliza.

PREFEITURA.

A Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) esclarece que a árvore citada não se encontra em estado de risco iminente à população e está sendo monitorada. Sua retirada já está programada, por estar envolvendo uma palmeira. O serviço de remoção exigirá o emprego de equipamento específico, devido à altura da copa e a necessidade de isolamento de quase toda a praça, inclusive da banca citada, para a operação especial.

Quanto aos comentários de funcionários ou munícipes, a Seserp esclarece que acolhe todas as manifestações referentes a questões técnicas e, após análise, define as execuções consideradas pertinentes e que resultam em ações técnicas a favor da população como um todo.

Em relação à manutenção da praça, a Prefeitura de Santos diz que finalizou recentemente a contratação do serviço, por meio de ata de registro de preços, “e a Subprefeitura da Zona da Orla e Intermediária irá efetuar os reparos necessários”, garante a Administração.