A Prefeitura de Santos e a empresa de ônibus Piracicabana se acertaram ontem de manhã e a concessionária aceitou os pedidos do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e Região, evitando uma greve que já estava anunciada envolvendo os trabalhadores do transporte público de Santos.
A Piracicabana vai atender ao reajuste salarial de 7,59% e 11,11% nos benefícios. A empresa opera 186 ônibus no município e a possível greve tinha sido aprovada dia 19 passado.
Não se sabe exatamente o rumo das conversas entre a Administração Municipal e a empresa, ocorridas na manhã de ontem de portas fechadas, mas o usuário deve ficar atento para que empresa não repasse os custos trabalhistas para as tarifas do transporte público e nem a Prefeitura retire os benefícios concedidos aos estudantes e idosos que contam com passagens gratuitas.
O presidente do Sindicato, Valdir de Souza Pestana, a diretoria da entidade e a comissão de mobilização da categoria haviam concordado com a solicitação da municipalidade e da empresa de não deflagrar a greve enquanto uma decisão não fosse tomada.
No dia 19, o Sindicato fez assembleia na garagem do bairro Jabaquara, o que atrasou a saída dos veículos em aproximadamente uma hora. O trabalhadores estavam em ‘estado de greve’ desde 24 de junho.
Após a assembleia, a diretoria espalhou-se pelos pontos finais da cidade e convocou os motoristas para um protesto, na Praça Mauá, diante da Prefeitura, onde 72 ônibus ficaram parados das 10 às 11 horas.
O Sindicato alertou sobre a possível demissão de 468 funcionários, 358 dos quais motoristas, 82 de manutenção e 28 internos.
A Piracicabana propôs o pagamento das verbas rescisórias em 36 vezes e o Sindicato cobrou do prefeito Rogério Santos (PSDB) se ele tinha conhecimento da decisão da empresa de abandonar o serviço na cidade.
PREFEITURA.
A Prefeitura de Santos disse que atuou para que as questões trabalhistas envolvendo a empresa e o sindicato da categoria não resultassem em paralisação dos serviços.
“A CET-Santos recebeu o pedido de reajuste da tarifa do transporte coletivo, apresentado pela da Viação Piracicabana, mas a Prefeitura entende que, apesar do contrato prever o reequilíbrio do preço da passagem, diante da crise financeira por conta dos impactos da covid-19, não é o momento de repassar esse custo à população que utiliza o transporte público”, garantiu. A empresa Piracicabana não se manifestou até o fechamento da edição.
