Pessoas atingidas por cabeça d’água em ponte seguem desaparecidas após 15 dias

Corpo de Bombeiros mantém busca pelos dois desaparecidos

Corporação informou que no período de buscas foram utilizadas todas as ferramentas e métodos disponíveis

Com a força da água, os dois não conseguiram seguir a travessia e foram arrastados pela correnteza | Reprodução

Após 15 dias, o Corpo de Bombeiros segue procurando por duas pessoas que desapareceram após serem atingidas por uma cabeça d’água quando passavam em uma ponte desativada sob o rio Itanhaém, litoral Sul do São Paulo. De acordo com os agentes, ainda não foram encontrados nenhum vestígio deles e as buscas prosseguem sem prazo para serem encerradas.

Marli dos Anjos Valadão, 32 anos, e José Jackson Alencar, 25 anos, sumiram no último dia 4. Eles faziam uma trilha com mais oito amigos na região da Cachoeira da Usina. Em determinado momento, o grupo passava por uma ponte desativada sob o Rio Itanhaém e foi surpreendido por uma cabeça d’água, fenômeno caracterizado pelo rápido aumento do nível da água, causado por fortes chuvas na cabeceira do rio.

Com a força da água, os dois não conseguiram seguir a travessia e foram arrastados pela correnteza. Os outros integrantes escaparam e acionaram os bombeiros. Desde então, as buscas seguem tanto em terra quanto pelo ar, com a ajuda de helicópteros e drones. Os agentes estão usando cães farejadores para auxiliar na procura.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o desaparecimento foi registrado no 25º Distrito Policial (DP), em Parelheiros.

Familiares informaram que Marli dos Anjos é vendedora e mora em São Paulo com a filha de 15 anos. José trabalha em um supermercado e mora na capital há cinco anos. Os dois têm o costume de fazer trilhas, por isso, parentes esperam que eles sejam encontrados com vida.