Se você é empreendedor ou está em busca de novas oportunidades, pare tudo e leia este texto. Convidamos Lincoln Fracari, diretor de empresas do Grupo China Link e especialista em importação para listar as cinco principais tendências de mercado para 2023.
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Por muitos anos acompanhando clientes, empresários, fazendo consultorias e de olho no mercado, Lincoln Fracari tem sugestões que fazem sentido com o presente e com um futuro muito próximo.
FINTECHS.
Talvez o nome não seja familiar, mas provavelmente você usa o serviço de alguma forma. O termo surgiu da união das palavras financial (finanças) e technology (tecnologia). Os dois serviços são voltados para o campo financeiro e competem diretamente com o modelo tradicional. “É basicamente uma financeira com tecnologia que não tem agência física, não tem funcionários trabalhando, mas ao mesmo tempo oferece serviço financeiro. O NU Bank é um dos exemplos mais famosos. Em seguida, surgiram C6, Inter e mais outros dez bancos diferentes. E o negócio cresceu. Atualmente, eles têm fundo de investimento para alguns tipos de mercado e os serviços nem sempre são voltados para banco, também expandiram para módulos de pagamentos e conexões entre bancos e softwares. É bom ficar antenado, é um mercado promissor”.
CARROS ELÉTRICOS.
“É uma tendência que veio para ficar, podem ter certeza disso!”, diz Lincoln Fracari. “Os carros de luxo já tem uma versão híbrida, tem motor de combustão e elétrico. Até 2030, a maioria das montadoras deve parar de fabricar automóveis movidos à combustão (mesmo para carros populares). No Brasil, imagino que até 2035”. O empresário que consegue enxergar esse futuro próximo pode se planejar para oportunidades como acessórios, manutenção, autopeças. O diretor conta a história de um cliente: “Ele vende bombas de combustível. Em 2015, recebeu uma notificação de grandes empresas como General Motoros e Volks, por exemplo, informando que a partir de 2030 vão interromper as compras de bombas. O que eles fizeram? Se adiantaram e investiram em baterias de lítio. Não tem o que fazer, tem que se preparar”.
AUMENTO DAS ESG.
Está aí mais um termo que você talvez não conheça de imediato, mas está presente todos os dias na sua realidade. ESG, em inglês, é Environmental, social and corporate governance. Traduzindo para o português, temos “Governança ambiental, social e corporativa”. O especialista explica que “são empresas que têm preocupação com o meio ambiente e produtos mais sustentáveis. Um nicho que não para de crescer, por exemplo, é o de vegetarianismo e veganismo. Além do ramo de alimentação, em termos de produtos gerais, são mais caros, usam fibra natural em vez não sustentáveis e, mesmo assim, os clientes estão dispostos a pagar mais caro”. Ainda nesta direção, está outro exemplo: os canudos de papel onde muitos empresários lucraram na troca do canudo de plástico que está, praticamente, extinto: “Aos poucos muda do plástico para o papel e, em seguida, para o metal. Menos plástico e mais fibra natural. Então, olhar para este tipo de mercado e encontrar algo que ‘converse’ com essa área pode ser muito lucrativo e promissor”.
SAÚDE E AUTO-CUIDADO.
Se você não tem um produto desses, com certeza um amigo que tem: são dispositivos eletrônicos que medem batimento cardíaco, número de passos dados durante todo o dia, km corridos, quantidade de água ou comida ingerida, por exemplo. De acordo com o especialista, esse mercado também deve crescer: “Esses produtos que monitoram em tempo real estão sendo cada vez mais explorados comercialmente. Hoje, eles são vendidos em cordões e pulseiras e estão cada vez mais personalizados. Já tem anel, por exemplo, que te dá o batimento cardíaco. Ele não tem tela e joga tudo para o celular. É um nicho caro e tem mercado, mas tem algo interessante: sempre tem algum empreendedor que desenvolve uma marca mais barata e os preços vão ficando mais acessíveis aos clientes. Tecnologia é assim. Se você trabalha com saúde, eletrônicos e tecnologia, comece a olhar diferente. Ainda tem muita coisa pra acontecer neste segmento!”.
DELIVERY.
Atualmente, a experiência completa do cliente ao comprar um produto não é só pela qualidade, mas também pelo tempo de entrega. Isso pode afetar a nota de avaliação. A logística é uma grande oportunidade, o comércio eletrônico está consolidado e cada vez mais se expandindo, então o serviço de delivery é promissor. Lincoln Fracari, que viveu muitos anos na China, lembra-se de algo interessante que existe lá e já aparece em alguns condomínios brasileiros: “Na China, armários de mini mercado são colocados nos prédios. Alguns com legumes e outras comidas que não estragam. Eles abastecem todos os dias de manhã e tem um método de pagamento. Essas máquinas são populares por lá, são mini mercados em salas de 50 a 80 metros quadrados e não tem nenhum tipo de atendimento humano. São refeições rápidas”.
