“Precisamos nos reunir. Sozinho ninguém faz nada”

Com período eleitoral finalizado, prefeito torce por fim de ruptura que dividiu a sociedade

O prefeito de Santos, Rogério Santos, deixará o partido PSDB para ingressar no Republicanos

Rogério Santos almeja um 2023 de união | NAIR BUENO / DIÁRIO DO LITORAL

União. Se existe um desejo que o prefeito Rogério Santos quer realizar mais do que qualquer outra coisa neste novo ano, que deve marcar uma possibilidade de retorno à ‘velha rotina’ que precisou ser interrompida devido à pandemia de Covid-19, é reunir a sociedade.

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O prefeito de Santos explica que o começo do ano não foi dos mais fáceis, mas Santos obteve sucesso em controlar os efeitos do coronavírus e conseguiu, de passo a passo, voltar a liberar atividades para o público.

“Nós começamos 2022 com muitas restrições, tanto que não fizemos Réveillon na praia, não fizemos o Carnaval, mas aos poucos começamos a abrir as atividades, as interações, a redução do uso de máscaras e a gente pode sim considerar 2022 já o começo do ‘pós-pandemia’. Através das vacinas, e também de novos medicamentos que começam a ser utilizados, cria-se uma expectativa muito positiva. O foco no segundo semestre desse ano passou a ser realmente a retomada econômica e, para isso, a cidade começou a investir em mais obras gerando emprego e gerando infraestrutura, facilitando atividades comerciais, eventos promovendo desenvolvimento econômico ajudando as empresas da nossa cidade”, explica. 

A chegada de medicamentos aprovados por autoridades nacionais e internacionais se torna uma das esperanças do prefeito, que mesmo assim afirma não ter deixado a Prefeitura relaxar e, devido a isso, investiu em centros de testagem para incentivar a população a manter a prevenção em primeiro lugar. Para complementar isso, Rogério afirma que 2023 ainda será um ano dedicado a buscar as pessoas que não completaram o ciclo vacinal e precisam atualizar suas carteirinhas.

“Acho que o Brasil precisa recuperar a tradição das vacinas, não só de Covid, mas a questão da paralisia infantil e outras vacinas infantis do qual nós tivemos um ‘Dia D’ e foi muito abaixo da tradição. A gente sempre teve um nível de cobertura de 90% e infelizmente a média nacional foi em torno de 60%”.

Com essa situação sanitária mais controlada, a Administração Municipal de Santos, a exemplo das vizinhas, já planeja uma programação para o primeiro bimestre de 2023.

“A expectativa é muito forte. A própria pandemia trouxe uma mudança do hábito turístico, algumas restrições internacionais ainda acontecem, algumas dificuldades de viagens internacionais e o turismo local, o turismo regional, ele já é uma boa realidade. A gente já vê uma ocupação muito grande dos hotéis aqui na cidade de Santos e para o Réveillon já temos aproximadamente 90% [de ocupação]. A temporada começou, justamente com o Natal e aqui a gente tem feito esses eventos”, explica Rogério.

“Aqui a gente tem feito esses eventos, tanto no bairro do Gonzaga, que foi um grande sucesso com o show do Ivan Lins, mas também temos o Natal Criativo aqui no Centro e é bacana porque a gente vê a reunião de pessoas, todas olhando pro mesmo lado, no mesmo sentido, com o mesmo sentimento fraterno e o que a gente tem visto nos últimos tempos são reuniões, que muitas vezes não são reuniões que se traduzem em união das pessoas, então essa confraternização é positiva”.

O Réveillon também deverá ser de programação completa, com direito ao show de pirotecnia.

“A virada do ano, a queima de fogos já tradicional de Santos, serão 5 quilômetros de praia cobertos pelas dez balsas com show antes, da nossa orquestra sinfônica, que já é referência nacional de mistura de estilos com o maestro Petri, que já fez projetos com samba, com rock, com rock samba e, agora, tem essa parceria com a Banda do Síndico que são os músicos que trabalhavam junto com Tim Maia, fazendo um grande tributo a ele”.

Assim que o concerto acabar e janeiro tiver início, entretanto, será um ano novo e, com ele, vem também uma nova gestão federal e estadual. Com isso, fica a questão do relacionamento entre a gestão municipal e o novo governador e o novo Presidente da República.

“Eu tenho tido o diálogo tanto com o governo federal, quanto o estadual atual e os que estão no momento de transição, nesse momento de mudanças e de arrumar o governo. Tanto os ministérios do governo federal, quanto as secretarias estaduais, o próprio governador e o presidente ainda estão articulando isso. Em relação ao governador eu tenho uma relação muito próxima do Tarcísio desde a época em que ele era do governo de Dilma Rousseff. Conheço ele desde essa época, depois ele ministro da infraestrutura e desenvolvemos alguns projetos em conjunto, algumas parcerias, inclusive na questão da desestatização do porto, na própria vacinação dos trabalhadores portuários e projetos de infraestrutura pra Santos. Em relação ao Governo Federal estou aguardando também o momento mais propício, através da representatividade direta, entre o governo municipal e federal, mas também através dos deputados federais eleitos. A expectativa é muito positiva, a prefeitura e o governo municipal não entraram em embates de radicalização de jeito nenhum, então, eu mesmo me posicionei apenas no primeiro turno, dentro do meu partido, ou seja, para governador e também na composição de presidente e no segundo turno nos mantivemos neutros porque era o melhor caminho, era o caminho mais lógico a ser seguido. Não havia nenhuma relação partidária e nem nenhuma necessidade de um posicionamento para que justamente a gente mantenha essa relação democrática”. 
“Eleição acabou. A eleição é um novo momento. Esquece a disputa e vamos todos trabalhar juntos pro nosso país, pra nossa região, para as nossas cidades. Esse é o caminho da boa política”.

Finalizando, o prefeito de Santos destacou que apesar de todas as preocupações para o próximo ano, o sentimento é apenas de esperança. Além disso, fica o desejo de unificar a sociedade novamente.

“Ninguém faz nada sozinho, a gente precisa estar unido, precisamos nos reunir. Tivemos um processo, tanto em relação às redes sociais, quanto ao processo político, que causou muita discussão. Nunca vi um processo eleitoral com mortes, com violência, com brigas como foi esse último. Isso é uma ruptura. Então precisamos nos reunir. Sozinho ninguém faz nada. E também o senso de cidadania. A cidade de Santos é uma cidade com muita qualidade de vida, a cidade investe em equipamentos turísticos, em equipamentos públicos e eu fico muito triste quando a gente vê depredação, quando a gente vê pichação. O caso, por exemplo do Emissário, acabamos de colocar o mobiliário novo e já foi pichado. A quadra de basquete já foi quebrada duas vezes, então esse senso de reunião e o senso de cidadania são fundamentais.