Pressionada, Sabesp diz que investigará cobrança de tarifas de casas sem esgoto

Representantes da Sabesp disseram que a empresa visitará a favela do Vietnã nos dias 14 e 15 de abril para verificar cobrança irregular e oferecer tarifa social de esgoto

Neste período, pode haver intermitência no abastecimento de água dos bairros Aparecida, Embaré, Estuário, Ponta da Praia, Macuco

Sabesp disse que investigará cobrança de tarifas de casas sem esgoto | Reprodução/Facebook/Sabesp

Em reunião com a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), o presidente da Sabesp, André Salcedo, comprometeu-se com uma série de medidas para corrigir problemas relacionados ao fornecimento de água em regiões periféricas de São Paulo.

Como mostrou o Painel, do jornal “Folha de S.Paulo”, a parlamentar ingressou com ação civil pública e acionou o Procon contra a Sabesp com o pedido de que a companhia de saneamento paulista seja proibida de cobrar tarifas de esgoto de pessoas que moram em casas sem ligação à rede coletora na capital.

Na ação, Tabata diz que em visita à favela do Vietnã, no Jabaquara, na zona sul de São Paulo, testemunhou que a comunidade vive com esgoto a céu aberto e mesmo assim recebe cobrança de tarifas da Sabesp, o que, diz ela, é abusivo e ilegal.

Na reunião, os representantes da Sabesp disseram que a empresa visitará a favela do Vietnã nos dias 14 e 15 de abril para verificar cobrança irregular e oferecer tarifa social de esgoto. Além disso, afirmaram que vão investigar o corte de água no período noturno em regiões periféricas e que vão desenvolver uma política mais estruturada de distribuição de caixas d’água.

Também participaram do encontro diretores da Sabesp e a líder comunitária Mayara Torres.

A pessebista é apontada como provável candidata à Prefeitura de São Paulo no ano que vem e tem intensificado suas ações na cidade e no estado. Ela deverá enfrentar Ricardo Nunes (MDB), Ricardo Salles (PL) e Guilherme Boulos (PSOL) em 2024.