Na semana passada, neste mesmo espaço, falei sobre a importância de uma legislação para regulamentar as redes sociais. Mas o título do artigo “ A urgência da PL da fake news “ acabou falando mais alto do que o texto em si.
Assim que saiu a publicação, recebi duas mensagens de dois amigos queridos e que compartilham dos mesmos conceitos políticos que eu. E pasmem, ambos estavam surpresos com o meu contexto. Confesso que fui pega de surpresa com a reação negativa com que os mesmos receberam meu artigo. Acho que talvez possa ter faltado clareza no entendimento. No texto falo sobre a importância da regulamentação, e não da votação de urgência, assim bem como, sugiro que o congresso torne público o PL e todos os seus parágrafos. Justamente para que nós, sociedade civil, não percamos nosso direito da liberdade de expressão.
Mas o que vi foi uma avalanche de desinformação. E mais uma vez reforcei a percepção do quanto a informação de qualidade é fundamental. A Internet tem desempenhado um papel fundamental nesse processo, muitas vezes por caminhos tortuosos, é fato. Por isso a minha preocupação com a ausência de um órgão regulamentador de um veículo de massa como são as redes sociais. Hoje escrevemos e lemos o que queremos na palma de nossas mãos. Viajamos o mundo num simples “touch” (toque). Por isso ter informação de qualidade nesse tipo de veículo de comunicação é extremamente essencial. Está aí a importância de notícias verdadeiras, checadas várias vezes, com fonte segura, premissa do jornalismo, para que quem as lê, não sejam propagadores das chamadas “fake news”. Quem sabe, um primeiro passo para voltarmos a ter, na palma da mão, a qualidade da informação.
* Thaís Margarido, jornalista e gestora pública. Instagram.com/thaismargaridooficial/
