Chapa Um vence eleições na APEOESP

Chapa 1 venceu, com 82,78% dos votos totais, as eleições para a diretoria e conselhos estadual e regionais do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP)

Sonia Maciel e Tânia Grizzi falam sobre o pleito

Sonia Maciel e Tânia Grizzi falam sobre o pleito | Nair Bueno/DL

Com 50.508 professoras e professores associados votantes, a Chapa 1 venceu, com 82,78% dos votos totais, as eleições para a diretoria e conselhos estadual e regionais do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), o maior da América Latina, com 189 mil associados, dos 220 mil educadores do todo o Estado de São Paulo.

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Recentemente, as professoras Sonia Maciel (atual diretora executiva estadual) e Tânia Grizzi (coordenadora da Subsede da Baixada Santista da APEOESP), pertencentes à chapa vencedora – União de Todas as Forças – explicaram a importância do pleito.

“Principalmente porque estamos lutando para manter e qualificar a escola pública. Há uma intenção do Governo Estadual de se privatizar tudo. Estamos com classes superlotadas, fechando outras e isso é uma das investidas usadas para justificar uma possível privatização do ensino”, afirma Sonia.

Elas explicaram que, pela primeira vez na história do Sindicato, há a reunião de todas as principais correntes, de variadas matrizes políticas, reafirmando a unidade que vem se construindo e dando o tom da atuação da APEOESP nos últimos anos. 

A chapa estava presente nas 94 subsedes e em todos os municípios do Estado. Atualmente, a APEOESP é presidida pela professora Maria Izabel Azevedo Noronha – Professora Bebel, eleita e reeleita desde 2008 e que está no segundo mandato como deputada estadual.

Outra bandeira citada é o fim do ensino médio que foi criado. “Ensino integral, da forma que está, atrapalha economicamente as famílias. Estão tirando o ensino médio do período noturno e, com isso, expulsam o estudante da escola”, afirma Tânia alertando sobre a evasão.

No programa da Chapa Um destacam-se pontos como a revogação da reforma do ensino médio, contra o atual Programa de Ensino Integral, que é excludente; escolas seguras; revogação da carreira por subsídio e uma carreira aberta, justa e atraente.

Também concurso público para 100 mil vagas; aplicação correta do piso salarial nacional e atividades pedagógicas diversificadas em local de livre escolha, entre outras lutas.