Cubatão terá greve permanente de professores

O objetivo do movimento é pressionar o governo a cumprir a lei federal do Piso Nacional do Magistério

Os professores ficaram em vigília ontem: o objetivo dé pressionar o governo a cumprir a lei federal do Piso Nacional do Magistério

Os professores ficaram em vigília ontem: o objetivo dé pressionar o governo a cumprir a lei federal do Piso Nacional do Magistério | Divulgação

Depois de duas paralisações e protestos na Prefeitura e na Câmara de Cubatão, os educadores da rede municipal decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir de 5 de junho.

Ontem (31), os professores (as) ficaram em vigília. O objetivo do movimento é pressionar o governo a cumprir a lei federal do Piso Nacional do Magistério.

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Também regularizar a jornada para professores de Ensino Fundamental Dois (hoje esse segmento se aposenta com metade do que ganha na ativa, embora os docentes tenham contribuído a vida inteira por jornada de 200 horas.

Além disso eles têm cortes de até 50% nos salários quando se afastam por licença médica.

A pauta de reivindicações da categoria foi entregue ao Governo em 24 de janeiro e, desde então o prefeito Ademário Oliveira se recusa a abrir formalmente as negociações dentro da Campanha Salarial.

“Queremos voltar a trabalhar, pois amamos o que fazemos. Está nas mãos do prefeito decidir se a educação vai ou não parar de vez na próxima segunda”, afirma a presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Cubatão (SindPMC), Paula D’Albuquerque.

A situação se agravou terça-feira (23) quando a Prefeitura conseguiu que a Câmara aprovasse uma proposta de reajuste de 10,31% que foi reprovada pela categoria em assembleia.

Além de não recompor as perdas salariais dos profissionais da Educação, que já chegam a 17%, “os outros 13 itens da pauta de reivindicações, entregue em fevereiro, foram negados por e-mail sem sequer uma reunião formal dentro da Campanha Salarial”, revela a direção do Sindicato.

A Prefeitura de Cubatão já se manifestou pelo não recuo frente a greve de 24 horas e não vem abonando os dias parados. Além disso, mantém as escolas abertas sem a dispensa dos alunos.

O Executivo entende que a paralisação das aulas não é legítima porque, além de prejudicar alunos e sociedade, não possui sentido de ser, uma vez que há uma ação judicial com reivindicações da categoria em curso.

“O Governo mantem-se aberto às negociações avaliando as reivindicações de forma administrativa” garante em nota.