Caso de importunação sexual em Registro gera debate na Câmara dos Vereadores

A Prefeitura de Registro afirmou que tem conhecimento do fato e que está tomando todas as medidas cabíveis

O Diário do Litoral procurou a Administração Municipal de Registro e questionou a Prefeitura a respeito da veracidade da denúncia

O Diário do Litoral procurou a Administração Municipal de Registro e questionou a Prefeitura a respeito da veracidade da denúncia | Prefeitura Municipal de Registro

Um caso de importunação sexual motivou forte debate no Legislativo e no Executivo de Registro, no Vale do Ribeira, ao longo das últimas semanas. Segundo relatos de autoridades, um servidor que atua em um imóvel da Prefeitura Municipal, entrou no banheiro feminino e flagrou uma colega de trabalho despida. De acordo com uma vereadora, a Administração Municipal não demonstrou celeridade ao cuidar do caso, mas a Gestão Municipal diz que tomou todas as medidas cabíveis.

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A situação ocorreu durante a primeira quinzena do mês de maio. Em pronunciamento feito no plenário da Câmara de Registro, a vereadora Sandra Kennedy (PT) afirmou que o caso envolveu dois servidores.

“Nós mulheres sofremos no nosso cotidiano violências e violências e violências, o que não é aceitável, jamais, em nenhum lugar, muito menos no prédio da Prefeitura Municipal de Registro. Uma mulher, servidora, sofreu importunação sexual, para falar o mínimo, eu chamo de violência sexual, em um prédio da Prefeitura Municipal de Registro por uma pessoa que também é servidora”, afirmou a parlamentar.

Na sequência, Sandra explicou que o caso gerou preocupação devido ao tempo que o Executivo levou para tomar medidas mais enérgicas a respeito do assunto.

“Me interessa aqui trazer dois pontos: por que a demora na ação? A mulher estava no banheiro, o senhor entrou dentro do banheiro e a flagrou despida. Olha a situação que nós mulheres passamos. Segunda-feira passada, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo, segunda à tarde e ainda nenhuma providência tomada”, afirmou Kennedy no último dia 5.

“Em uma decisão nossa, como procuradora, fomos procurar o prefeito porque o secretário, o gestor ali deveria ter afastado ele na hora, mas quem pode afastá-lo é um órgão, um conselho da cidade, tá certo, mas ele frequenta um prédio público então quem não pode deixar o agressor continuar convivendo no espaço com a agredida é a Prefeitura Municipal de Registro e demorou uma semana para tomar essa decisão”, conclui.

O Diário do Litoral procurou a Administração Municipal de Registro e questionou a Prefeitura a respeito da veracidade da denúncia e também sobre as acusações da vereadora sobre a demora para que a Gestão Municipal intervisse na situação. Apesar disso, em nota, o Município se limitou a afirmar que vem prestando apoio à vítima. Confira a seguir a nota na íntegra.

A Prefeitura de Registro esclarece que tem conhecimento do fato e que está tomando todas as medidas cabíveis, inclusive com o devido acolhimento da vítima pelo setor de medicina do trabalho. O Governo Municipal reforça o seu compromisso de combate a qualquer tipo de violência no ambiente de trabalho e que dispõe de canais de denúncia por meio da Controladoria Geral“.