O sonho de transformar a paixão em profissão fez com o jovem Gabriel Ailton Souza de Menezes, de 21 anos, fosse para as ruas apresentar suas delícias: brownies, brigadeiros e demais quitutes que adoçam as tardes dos centros comerciais da Região. Estudante de Gastronomia, o confeiteiro resolveu empreender com a Akainus Doces (@akainusdoces, no Instagram), após seus doces fazerem muito sucesso em seu antigo trabalho.
“Sempre foi um sonho meu trabalhar com comida e com doces. Eu já fazia muitos doces em casa. Tanto que eu comecei vendendo brownie no meu antigo trabalho. As pessoas começaram a pedir muito, gostavam bastante. Então decidi sair do trabalho e investir no meu próprio negócio”, contou Gabriel, que hoje divide a paixão com a namorada Jade. “Enquanto estou na rua vendendo, ela fica organizando a produção”.
Apesar dos insumos para este tipo de empreendimento serem bem caros, Gabriel garante que tem conseguido uma boa margem de lucro com a venda de doces.
“Consigo faturar cerca de R$ 5 mil mensais com a venda nas ruas e as encomendas de bolo. De lucro, devo chegar a uns R$ 2 mil. Nem sempre os prédios comerciais dão espaço para que Gabriel faça o seu trabalho. Muitos não permitem que o jovem acesse o prédio para apresentar as guloseimas. “De todos os lugares que pedi, apenas 15% me permite entrar. Mas eu entendo. É uma questão de segurança deles”, comenta o confeiteiro.
A paixão pela Gastronomia veio da família. Gabriel se inspirou em sua tia-avó Laura, anciã da família, para investir em seus dotes culinários. “Ela tem a melhor comida da família. Desde pequeno, eu gosto de cozinhar. Sempre gostei de fazer brownie, fazia sempre pra minha família. Com o tempo, fui aperfeiçoando a receita e resolvi vender”, lembra.
A apresentação dos doces é um detalhe à parte. Gabriel expõe seus doces em uma caixa de ferramentas grandes, o que chama atenção por onde passa.
“Eu pesquisei ideias diferentes para apresentar meu trabalho e me inspirei em um menino do Rio de Janeiro que fazia o mesmo”, explica. Doces tradicionais de festa, brownies e palhas italianas assumem os lugares das ferramentas e são dispostas perfeitamente como se a caixa tivesse sido criada especialmente para este fim.
Contudo, Gabriel não pretende ficar vendendo doce na caixa de ferramentas para sempre. Ele tem planos para o futuro. “Quero abrir minha loja física e também investir no delivery para trabalhar com mais encomendas de bolos de festa”, finaliza Gabriel, que se forma este ano no curso de Gastronomia e sonha em ser um grande confeiteiro. “Vai se proporcionar esta alegria hoje?”, é o que ele sempre pergunta aos clientes das salas comerciais que visita.
