O Brasil mantém uma larga visão favorável aos EUA, muitas vezes mais otimista até do que a forma como os próprios americanos veem seu país, segundo pesquisa do instituto Pew publicada nesta terça (27).
O levantamento ouviu 27 mil adultos em 23 nações e apontou que, no Brasil, 63% da população tem uma visão favorável aos Estados Unidos, acima da média global, de 59%, com mais confiança nas intenções do país no mundo, na democracia, no Exército e até na produção cultural e intelectual americana.
Esse apego do Brasil pelos americanos vem ao menos desde 2010, onde começa a série histórica da opinião dos brasileiros segundo a Pew, sempre com ao menos metade da população favorável aos EUA.
Além do Brasil, a pesquisa ouviu adultos entre fevereiro e maio no Canadá, França, Alemanha, Grécia, Itália, Japão, Holanda, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Reino Unido, Hungria, Polônia, Índia, Indonésia, Israel, Quênia, Nigéria, África do Sul, Argentina, México e Austrália.
Funcionou todo o investimento que os americanos vêm fazendo ao longo do último século em “soft power” -ou poder brando, conceito da teoria das relações internacionais que explica a influência de um país sobre outros em geral a partir de parâmetros culturais, em oposição ao “hard power” (poder duro) em que a persuasão é exercida pela força ou capacidade econômica.
Não importa que o Brasil tenha uma poderosa indústria televisiva, com exportação de novelas para todos os cantos do mundo, e alguns músicos de renome internacional.
Para 48% dos brasileiros entrevistados, os Estados Unidos produzem o melhor entretenimento do planeta quando se pensa em cinema, música e televisão.
Enquanto entre os americanos apenas 30% concorda com essa afirmação.
