Um morador de Praia Grande de apenas quatro anos foi aceito em duas sociedades de alto QI (quociente de inteligência). Arthur Blanco de Oliveira foi diagnosticado com superdotação aos três anos. Agora, aos quatro, é um dos membros da Associação Mensa Brasil, entidade que reúne indivíduos com habilidades cognitivas excepcionais e é a representante oficial da Mensa Internacional, principal organização de alto QI do mundo. Ele também faz parte da Intertel, uma sociedade de alto QI para pessoas com pontuação de QI superior a 99% da população mundial.
De acordo com os pais, Vanessa Maria Pereira Blanco e Leandro Silva de Oliveira, Arthur sempre foi uma criança precoce. Começou a andar com dez meses, com um ano já falava todo o alfabeto em português e inglês. Mas, nessa época, eles nem imaginavam que seu filho pudesse ter altas habilidades.
“Com dois anos e meio, ele entrou na escola e começou a ter dificuldades de comunicação. Inicialmente, achamos que era um reflexo da pandemia, mas o tempo estava passando e isso não melhorava”, conta o pai.
Foi então que a psicopedagoga da escola recomendou que eles buscassem uma avaliação para identificar o que estava acontecendo. “Ela sugeriu que poderia ser superdotação, porque pedagogicamente ele era excelente, mas se fechava na parte da comunicação”.
Em seguida, Vanessa e Leandro buscaram um neuropsicólogo para Arthur. A avaliação começou em outubro de 2022 e foi concluída em março deste ano. O laudo apontou um QI de 139 e um nível de inteligência equivalente ao de uma criança entre 7 e 8 anos.
“Não fazíamos ideia do que significava a superdotação, estamos aprendendo um pouco a cada dia. A gente quer que ele se desenvolva bem e, acima de qualquer coisa, que ele seja uma criança feliz”.
De acordo com os pais, um dos marcos do desenvolvimento de Arthur aconteceu na época da Copa do Mundo de 2022.
“Compramos um álbum de figurinhas da Copa e ele começou a aprender sobre as seleções. Aprendeu os nomes dos jogadores, as seleções e chegou ao ponto de saber de cabeça o número da figurinha apenas de olhar o rosto do jogador”.
Quando os jogos começaram, a paixão pelo esporte aumentou. “Ele começou a aprender as regras e a praticar futebol. E aprendeu a ler, olhando o álbum e querendo saber o nome dos jogadores”.
Junto com a identificação de superdotação, foi feita uma série de recomendações à escola. “É algo que vai ser muito importante para que ele consiga se desenvolver e se adaptar, como enriquecimento curricular e avanço de série”, explica Leandro.
Desde então, os pais estão em tratativas com a escola e com a diretoria de ensino para fazer as adaptações indicadas. E Arthur passou a ser acompanhado por psicólogo, pedagogo e neuropsicólogo.
Hoje, além de frequentar a escola, ele faz aulas de futebol e natação. Quem quiser acompanhar a rotina de Arthur, pode seguir o perfil do Instagram @arthur.zito.
No Brasil, de acordo com o Censo Escolar 2022, há 26.815 estudantes com perfil de altas habilidades/superdotação matriculados na educação especial. No entanto, acredita-se que existem mais estudantes com altas habilidades do que o número revelado no Censo.
