Sensíveis às oscilações climáticas, hortaliças revertem tendência e operam em alta

Batata, cebola, alface e tomate sobem com mudanças no clima; cenoura cai

Chuvas intensas atingiram as roças de alface em Mogi das Cruzes e Ibiúna, no Cinturão Verde da Grande São Paulo na semana encerrada no dia 26

Chuvas intensas atingiram as roças de alface em Mogi das Cruzes e Ibiúna, no Cinturão Verde da Grande São Paulo na semana encerrada no dia 26 | Divulgação/ Prefeitura de Guarujá

As chuvas da semana passada reduziram o ritmo de colheita em várias regiões do Sul e do Sudeste. E isso afetou especialmente culturas como a batata, que registrou alta nos preços. Atualmente, as principais praças que abastecem o mercado paulista são os estados de Minas Gerais e do Paraná. Em todos os atacados acompanhados pelo portal HF Brasil, em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), registraram cotações médias da batata tipo ágata especial na casa dos R$ 176,33 pelo saco de 25 quilos. Isso representou uma valorização de 13,65% em relação à semana anterior.

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A cebola que abastece São Paulo nestas semanas está vindo de Santa Cataria, mais precisamente dos municípios de Lebon Régis e Ituporanga. Segundo o HF Brasil, a produção catarinense deve caminhar bem pelas próximas semanas, sem podridões nas roças, apenas destacando que, pela baixa incidência de luz nas lavouras, as cebolas podem apresentar calibres (tamanhos) inferiores ao esperado. Na porteira das fazendas, as latas oscilaram entre 4% e 6%, na comparação com a semana anterior.

TOMATE E ALFACE.
Depois de semanas com temperaturas muito altas, a chuva que atingiu o Centro-Sul do Brasil na semana entre os dias 22 e 26 retardou a maturação do tomate na roça. Na Ceagesp, em São Paulo, o produto foi vendido a R$ 87,39 a caixa, em média, com leve redução de 1,80%. Já na central atacadista de Campinas a valorização foi de 3,34%, na comparação com a semana anterior.

De acordo com colaboradores, apesar da intensificação de colheita da safra de verão, as temperaturas mais amenas e as chuvas registradas esta semana reduziram o ritmo de maturação nas lavouras, o que resultou em um menor volume de tomates comercializados no mercado, sobretudo de maduros, e consequente aumento nos preços.

Chuvas intensas atingiram as roças de alface em Mogi das Cruzes e Ibiúna, no Cinturão Verde da Grande São Paulo na semana encerrada no dia 26. Em decorrência do clima mais ameno do que nos últimos dias e do final do mês, houve uma menor saída da folhosa para as centrais atacadistas. Além disso, o incremento no plantio da americana em dezembro, por conta dos preços atrativos, levou a um aumento da oferta desta variedade.

Desta forma, a americana se desvalorizou: R$ 24,50 a caixa com 12 unidades, queda de 15,32%, na média das duas praças. Já a crespa, variedade com oferta mais restrita pelos danos causados pelas chuvas, fechou a R$ 26,17 aa caixa com 20 unidades, com alta de 24,60%, também na média de ambas as localidades. Para esta semana, a oferta tende a seguir ainda restrita para crespa e maior para americana. E o fim do mês deve pressionar os preços das folhosas, reduzindo a procura.

CENOURA.
As cotações da cenoura apresentaram retração de 1,60% na semana entre os dias 22 e 26 na região de São Gotardo, em Minas Gerais. É de lá que está vindo a cenoura consumida em São Paulo neste momento. Assim, a caixa de 29 quilos de raiz ‘suja’ foi vendida à média de R$ 123,00.

Apesar da ligeira redução dos preços, a oferta continua restrita e os preços muito acima da média para esta época do ano. Pontual, a desvalorização das raízes é reflexo da qualidade inferior, das doenças que geraram descartes, e da tradicional baixa procura no final de mês.