ONU alerta: humanidade sofre ‘epidemia de calor extremo’

Secretário-geral das Nações Unidas pede que países adotem medidas para reduzir as mortes causadas pelas ondas de calor

Início da semana teve recorde de dias quentes na Europa

Início da semana teve recorde de dias quentes na Europa | Lea Renner/Pexels

A mudança climática tem gerado altas temperaturas e, consequentemente, mortes pelo mundo. Por isso, as Nações Unidas pedem uma ação global para resolver o problema, que já faz mais vítimas do que tempestades e inundações. 

Nesta quinta-feira (25), o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou que a humanidade está sofrendo com uma “epidemia de calor extremo”. Ele ainda afirma que bilhões de pessoas no mundo estão enfrentando temperaturas que ultrapassam 50ºC.  “Isso é meio caminho da fervura”, acrescentou.

Segundo Guterres, a última segunda-feira (22 de julho) foi o dia mais quente já registrado, superando o recorde estabelecido apenas um dia antes, e pediu ações para limitar o impacto das ondas de calor, que estão sendo exacerbadas pela mudança climática, e conter o aquecimento global.

Ondas de calor matam mais que enchentes

Geralmente, os efeitos devastadores da mudança climática ficam mais visíveis diantes de tempestades e inundações. Mas o calor intenso também provoca uma catástrofe. Segundo especialistas, as ondas de calor podem ser ainda mais mortais. Entre 2000 e 2019, 489 mil pessoas morreram por conta das altas temperaturas. Bem menos que as 16 mil vítimas de ciclones, segundo o relatório “Chamado à Ação contra o calor extremo”, lançado pela ONU nesta quinta-feira.

O secretário-geral da ONU ainda pediu a comunidade internacional que medidas sejam tomadas para reduzir as mortes relacionadas ao calor, sobretudo pelos cuidados dos mais vulneráveis: pobres, idosos, jovens e doentes. “O calor paralisante está em toda a parte, mas não afeta todos igualmente”, explicou Guterres. “O calor extremo amplifica a desigualdade, inflama a insegurança alimentar e empurra as pessoas ainda mais para a pobreza.”