Veja 5 surpresas e 5 decepções do Brasil nas Olimpíadas de Paris

Site voltado para torcedores listou quais as impressões dos usuários diante da competição mais famosa do mundo

Caio Bonfim, da marcha atlética, foi uma das boas surpresas que as Olimpíadas nos trouxe

Caio Bonfim, da marcha atlética, foi uma das boas surpresas que as Olimpíadas nos trouxe | DPPI Media / Alamy

Com 20 medalhas, o Brasil encerrou sua participação nas Olimpíadas de Paris. Foram três ouros, sete pratas e dez bronzes. Em comparação às duas últimas edições, Rio e Tóquio, o desempenho foi inferior, mas mesmo com quatro ouros a menos faltou apenas uma medalha para igualar o total da edição anterior.

Durante o percurso em 2024, algumas medalhas escaparam e outras vieram sem muita gente esperar. O site dedicado aos que vibram pelos atletas, Torcedores.com, selecionou as cinco principais surpresas e as cinco maiores decepções dos Jogos Olímpicos 2024.

Confira as 5 surpresas das Olimpíadas de Paris

Beatriz Souza – Judô

A judoca Beatriz Souza ganhou a primeira medalha de ouro para o Brasil em Paris. Na categoria acima de 78kg, ela venceu a israelense Raz Hershko, segunda colocada no ranking mundial, na final. Na semifinal, ela bateu a francesa Dicko Romane, atual número um do ranking, por ippon. Nos dois duelos, não era a favorita para vencer.

Futebol feminino 

Em um período de transição geracional no futebol feminino, o Brasil enfrentou muitas dificuldades durante o ciclo olímpico. O atual técnico, Arthur Elias, foi anunciado apenas em setembro de 2023. Após a primeira fase decepcionante e classificação em terceiro do grupo, o desempenho na fase final foi surpreendente, com vitórias sobre França e Espanha, atual campeã do mundo.  

Caio Bonfim – Marcha atlética 

A medalha de prata de Caio Bonfim foi uma surpresa pela falta de tradição do Brasil na modalidade, que teve a sua primeira medalha em Paris. No ranking mundial, Bonfim ocupa a terceira posição e vinha de bons resultados recentes. Aos 33 anos, o atleta fez sua quarta participação na marcha atlética em Olimpíadas. 

Tati Weston-Webb – Surfe

A brasileira que mora nos Estados Unidos não estava entre as favoritas antes do início da competição e mobilizou a torcida brasileira pela conquista de uma medalha. Tati foi muito bem em todas as baterias e não ganhou o ouro por detalhe, com pontuação de 0,17 inferior à norte-americana Caroline Marks. A medalha de prata foi contestada por especialistas que argumentaram que a surfista merecia a primeira colocação, mas somente o feito de ter chegado à final já foi histórico. 

Augusto Akio (Japinha) – Skate park

Em sexto no ranking mundial, Japinha conseguiu se superar e levar o bronze para o Brasil no skate park. Ele superou inclusive outro brasileiro, Pedro Barros, que havia conquistado a prata em Tóquio.

Confira as 5 decepções das Olimpíadas de Paris

Vôlei Masculino

A participação ficou totalmente aquém do esperado. Embora não tenha ido ao Jogos como favorito, já que sofreu com a transação geracional e Bernardinho foi trazido de volta às pressas após o pedido de demissão de Renan Dal Zotto em dezembro de 2023, o desempenho foi muito abaixo, já que a eliminação foi nas quartas de final e houve três derrotas em quatro jogos na competição.

Boxe masculino

O boxe masculino foi uma decepção completa em Paris, como definiu o técnico do time brasileiro, Mateus Alves: “É sentar agora e reavaliar, ver o que aconteceu. Porque uma equipe que ganhou quatro medalhas mundiais, ganha o Pan-Americano em cima de Cuba, dos Estados Unidos com time completo, não pode vim pra cá, pegar um bronze (Beatriz Ferreira) e achar que foi bom. Nós não cumprimos a meta, foi um fracasso”. De acordo com Alves, os atletas sucumbiram à pressão. Em Tóquio, a modalidade trouxe três medalhas para o Brasil: Ouro com Hebert Conceição, Prata com Bia Ferreira e bronze com Abner Teixeira, que foi eliminado na primeira luta em Paris. 

Natação

A decepção na natação, uma das modalidades mais tradicionais do Brasil nas Olimpíadas, começou antes mesmo do início dos Jogos. A delegação brasileira presente foi a menor do século, o que resultou na pior campanha no período. Não houve medalhas e o Brasil chegou apenas a quatro finais, sendo três no feminino, com destaque para Fernanda Costa (Mafê), que ficou em 7° lugar nos 400m livre e Beatriz Dizotti, que ficou na mesma posição nos 1500m. O masculino preocupa já que alcançou apenas uma final, com Guilherme Costa, o Cachorrão, que ficou em 5° nos 400m livre. Ele fez o melhor tempo de sua carreira e quebrou recorde pan-americano na prova. Este desempenho garantiria medalha nos últimos dois Jogos. 

Marcos D’Almeida – Tiro com arco 

Marcus D’Almeida, número um do ranking mundial do tiro com arco, chegou à Paris como uma das grandes esperanças de medalha para o Brasil. No entanto, as expectativas não se confirmaram e ele foi eliminado nas oitavas de final para o coreano Woojin Kim, número 2 do ranking.

Kelvin Hoefler – Skate

Kelvin Hoefler, medalha de prata em Tóquio, foi o único brasileiro a participar da final do skate street. Porém, em nenhum momento o skatista conseguiu se manter na disputa das primeiras posições e errou bastante. Acabou na sexta posição.