Um ciclone bomba em formação será acompanhado por uma onda de tempo severo, com tempestades intensas previstas para atingir o Sul do Brasil entre este domingo (1º/12) e segunda-feira (2/12), conforme alerta da MetSul Meteorologia.
A rápida evolução do sistema ciclônico, conhecida como ciclogênese explosiva, será responsável por agravar as condições climáticas na região.
Uma área de baixa pressão atmosférica está se deslocando do Oeste para o Leste, passando pelo Centro da Argentina. No final deste domingo (1º/12), esse sistema deve atingir a costa uruguaia, onde se aprofundará rapidamente, originando um ciclone extratropical.
Durante a segunda-feira (2/12), ele se afastará rapidamente do continente, intensificando-se sobre o Atlântico Sul e se tornando um ciclone bomba — termo utilizado para descrever ciclones extratropicais que ganham força rapidamente.
Embora o ciclone se distancie da terra, o processo de formação será determinante para a onda de instabilidade no Sul do Brasil.
Isso porque, a chegada de uma linha de instabilidade, seguida pela passagem de uma frente fria associada ao ciclone, deverá provocar condições climáticas severas na região.
Tempestades são previstas
A MetSul alerta que o cenário apresenta similaridades com outros episódios recentes de ciclones bomba, nos quais foram registradas tempestades com fortes rajadas de vento.
Desta vez, a instabilidade será mais intensa no Rio Grande do Sul e em partes de Santa Catarina. É possível que haja chuva intensa em curto período, acompanhada de grande volume de raios, granizo de tamanho e até vendavais.
Os ventos podem superar 100 km/h, com casos pontuais acima de 120 km/h, especialmente se houver a formação de supercélulas — sistemas de tempestades isolados e de grande intensidade.
Essa condição meteorológica pode provocar estragos como alagamentos, destelhamentos, queda de árvores e postes, além de colapsos estruturais.
Há também risco elevado de cortes no fornecimento de energia elétrica, com milhares de pessoas potencialmente afetadas.
Especialistas aconselham a população a redobrar a atenção durante o período de maior instabilidade e a evitar áreas vulneráveis a alagamentos e quedas de estruturas.
