Alagamentos no litoral de SP foram causados por chuva orográfica; entenda o fenômeno

O volume excessivo de chuva está relacionado a um fenômeno climático que ocorre devido a características geográficas da região

A chuva orográfica é mais comum no verão

A chuva orográfica é mais comum no verão | Divulgação

Na última quarta-feira (8), a cidade de Peruíbe registrou cerca de 263mm de chuva em apenas 24 horas, um número que ultrapassou a previsão inicial de 236mm para o mês de janeiro, conforme informou a Defesa Civil do Estado de São Paulo.

Esse volume excessivo de chuva está relacionado a um fenômeno climático conhecido como “chuva orográfica”, que ocorre devido a características geográficas de uma região. 

Quando o ar quente e úmido sobe, encontra uma barreira topográfica, como montanhas, e condensa no alto, formando nuvens que provocam precipitações. Esse processo é responsável pela chuva intensa, especialmente em áreas de relevo acidentado.

A chuva orográfica é mais comum no verão, quando as condições de calor e umidade são mais favoráveis. 

Nesse tipo de evento, a água cai ao longo da área de relevo, o que é chamado de “barlavento”, na direção de onde o vento sopra.

Além disso, essa chuva tende a ocorrer em grande quantidade e em curto intervalo de tempo, o que dificulta a drenagem do solo e pode gerar alagamentos e transbordamentos, como ocorreu em Peruíbe.

Embora o fenômeno seja natural, no litoral paulista o volume de chuva foi ainda maior do que o usual. 

As águas do oceano mais quentes do que o normal servem como fonte de umidade e calor, o que retroalimenta o processo de formação de nuvens, intensificando a precipitação. 

Entretanto, é importante destacar que eventos climáticos extremos são causados por uma combinação de fatores, e não apenas por uma única razão.

Situação de emergência

Em resposta ao grande volume de chuva, a prefeitura de Peruíbe declarou situação de emergência. 

Isso inclui a atuação de órgãos municipais para enfrentar os impactos das chuvas, como a alocação de abrigos para os afetados e a contratação de materiais sem licitação. 

Além disso, medidas de desapropriação podem ser tomadas para garantir a segurança da população.