Como cidade do litoral de SP tem utilizado peixes para eliminar focos de dengue

Estado de São Paulo já possui mais de 79,5 mil casos confirmados neste ano, e mais de 150 mil prováveis

Técnica é bastante simples e consegue combate a proliferação do mosquito

Técnica é bastante simples e consegue combate a proliferação do mosquito | PMG/Divulgação

Com o período de fortes chuvas de verão, pontos de água parada começam a se instalar e logo se tornam espaços para proliferação do mosquito da dengue (Aedes aegypti). Para enfrentar esse problema, a Prefeitura de Guarujá usa uma estratégia diferente e eficaz: peixes predadores.

Trata-se de peixinhos da espécie Poecilia Reticulata, conhecidos também como “Barrigudinhos”, que são despejados em locais com grande acúmulo de água como piscinas abandonadas, obras e poços de elevadores.

Graças ao seu tamanho pequeno, chegando até 3,5 cm, eles conseguem se movimentar em locais estreitos devido à vegetação ou acúmulo de lixo, além de se reproduzirem rapidamente. 

Até o encerramento desta publicação, 124 pontos do município já foram monitorados com a técnica. A equipe de Combate e Controle às Endemias, vinculada à Secretaria de Saúde (Sesau) é responsável pelo processo.

Realizando a retirada da espécie em vários córregos e canais, os peixes são tratados em um viveiro até serem destinados aos pontos estratégicos.

Os ‘Barrigudinhos’ também se adaptam bem a diferentes ambientes aquáticos, como lagos, córregos e reservatórios de água. 

Casos

Segundo dados do painel da dengue administrado pela Secretaria de Estado da Saúde, 56 mortes pela doença foram registradas nas primeiras sete semanas deste ano

Ao todo, o estado de São Paulo já possui mais de 79,5 mil casos confirmados neste ano, e mais de 150 mil prováveis.