Peruíbe 66 anos: Cidade é uma das primeiras a ter influência de padres jesuítas

Com a presença dos padres jesuítas pelo litoral de São Paulo, em 1549, chegou o padre Leonardo Nunes para a catequese dos índios

Ruínas do Abarebebê

Ruínas do Abarebebê | Divulgação/PMP

Peruíbe é uma das cidades que se confunde com o descobrimento do Brasil pelos portugueses, em 1500. Na época já existia na região a aldeia dos Índios Peroibe, que pertencia à Capitania de São Vicente.

A palavra Peruíbe significa “no rio dos tubarões”, na língua indígena tupi-guarani. 

Com a presença dos padres jesuítas pelo litoral de São Paulo, em 1549, chegou o padre Leonardo Nunes para a catequese dos índios, onde já havia sido construída a primeira Igreja de São João Batista. 

Os indígenas o apelidaram de “Abarebebê”, o que significa “padre voador” em tupi-guarani.  

Em 1554, o padre José de Anchieta chegou ao aldeamento. No ano de 1640, passou a ser conhecida como Aldeia de São João Batista. 

Mas, em 1789, os padres jesuítas foram expulsos do Brasil. Apesar de ter entrado em declínio, a aldeia pertencia a Itanhaém.

Estrada de ferro

A partir da construção da Estrada de Ferro Santos-Juquiá, vieram novos habitantes, no ano de 1914. A bananicultura fortaleceu a região. Nos anos 50, com a construção de rodovias de acesso ao Litoral Sul, a atividade comercial começa a crescer. 

A emancipação política de Peruíbe se deu com o plebiscito, em 24 de dezembro de 1958. E em 18 de fevereiro de 1959 é que o distrito passou a ser um município independente, já que pertencia a Itanhaém. 

As eleições municipais ocorreram em 15 de novembro de 1959 e a posse do prefeito, do vice-prefeito e dos nove vereadores aconteceu em 1º de janeiro de 1960. 

Desde o dia 18 de fevereiro de 1959 até a posse dos eleitos em janeiro de 1960, o município foi administrado pelo prefeito de Itanhaém Harry Forssell e o vice Miguel Simões Dias. 

O primeiro prefeito de Peruíbe foi Geraldo Russomanno e o vice-prefeito Albano Ferreira.