Na tarde do último domingo, 22 de junho, por ocasião da solenidade de Corpus Christi, o Papa Leão XIV realizou um gesto destinado a entrar para a história e para a memória dos fiéis.
Após a celebração da Missa solene, o Pontífice percorreu a pé o centro de Roma, carregando pessoalmente a custódia com o Santíssimo Sacramento.
Uma cena como essa não era vista na história moderna e, por isso, esteve carregada de espiritualidade e significado — a ponto de tocar profundamente os presentes. Milhares de pessoas se reuniram pelas ruas da capital, visivelmente emocionadas, acompanhando o cortejo do Papa.
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Um momento histórico
Por que esse foi um momento histórico? E por que despertou tanto entusiasmo, renovando o sentimento de pertencimento à Igreja?
A procissão solene de Corpus Christi em 22 de junho partiu da Basílica de São João de Latrão, sede papal histórica, e seguiu até a Basílica de Santa Maria Maior.
Ao longo do trajeto, o Papa Leão XIV caminhou entre o povo, sustentando ele mesmo a custódia com o Corpo de Cristo — um gesto sem precedentes na era moderna. Foi a primeira vez que um papa o fez.
Ao contrário de seus antecessores recentes, Leão XIV optou por não acompanhar o Santíssimo Sacramento à distância. O Papa Francisco, por exemplo, embora tenha participado da procissão de Corpus Christi a pé, não carregava consigo a custódia com o Santíssimo.
Com essa escolha, Leão XIV parece querer restabelecer uma ligação direta com a tradição e com a devoção popular romana. Um forte sinal de proximidade e renovação espiritual, que antecipa um pontificado marcado pela presença concreta, simples e devota entre o povo.
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