O corpo de Juliana Martins, publicitária de 26 anos que caiu na trilha de um vulcão na Indonésia, chegou ao Brasil no dia 30 de junho e passou por uma nova autópsia para confirmar as causas da morte.
O exame foi realizado no Rio de Janeiro, onde a família da publicitária vive, e os médicos legistas concluíram que a morte foi causada por hemorragia interna devido a lesões poliviscerais e politraumatismo sofridos em razão de impacto de alta energia cinética.
Os legistas não puderam estabelecer a hora exata da morte de Juliana por conta das condições em que o corpo chegou ao Brasil.
Duas autópsias
O resultado da perícia brasileira foi divulgado uma semana depois da chegada do corpo ao Brasil, que levou uma semana para ser enviado da Indonésia ao Rio de Janeiro.
A família obteve autorização judicial para realizar a segunda análise do corpo, alegando ter dúvidas na certidão de óbito por conta da falta de clareza sobre o momento da morte.
A primeira autópsia, feita na Indonésia, concluiu que a causa da morte foi trauma torácico grave depois da segunda queda sofrida pela jovem, que teve ferimentos também em seus membros superiores, inferiores, cabeça e costas, além de comprometimento de órgãos internos e hemorragia interna.
Mesmo com a temperatura próxima a 0 ºC durante a noite, foi descartada a hipótese de hipotermia como causa da morte por falta de indícios, como necrose nas extremidades do corpo, de acordo com o primeiro exame.
Juliana sobreviveu, mesmo ferida, por quatro dias após a queda e morreu no dia 25 de junho, segundo a médica indonésia.
Dificuldade no resgate
Devido às condições climáticas e ao local ser de difícil acesso, Juliana foi resgatada sem vida depois do acidente. A brasileira teria sobrevivido entre 10 a 15 minutos após a segunda queda.
O Diário contou sobre resgate de Juliana, que foi encontrada sem vida. Saiba mais.
