Você já sentiu dor nas pernas, cansaço excessivo e apareceu com hematomas sem saber por quê? Pode ser lipedema,uma condição ainda pouco conhecida, mas que afeta principalmente mulheres e é comumente confundida com obesidade ou problemas circulatórios.
Apesar de ser bastante comum, o lipedema ainda é subdiagnosticado no Brasil e muitas mulheres passam anos sofrendo sem o tratamento adequado.
O lipedema é caracterizado pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nos braços, coxas e pernas. Mas ao contrário do que muitos pensam, não se trata apenas de um problema estético.
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“É uma doença crônica que causa dor, sensibilidade ao toque, hematomas com facilidade, sensação de peso nas pernas e até dificuldade para se movimentar nos casos mais avançados”, explica o cirurgião plástico Doutor Fernando Amato.
Segundo ele, o diagnóstico ainda é um desafio: “Muitas pacientes ouvem que é só ‘engordar menos’ ou fazer mais exercício. Mas o lipedema tem características próprias e exige um olhar clínico atento. A boa notícia é que, mesmo sem cura definitiva, é possível melhorar muito a qualidade de vida com o tratamento certo”.
Mitos e verdades sobre lipedema
Lipedema e linfedema são a mesma coisa
Mito. São condições diferentes: o lipedema é acúmulo de gordura; o linfedema, de líquido.
O diagnóstico é feito principalmente com exame físico e conversa com o médico
Verdade. Exames de imagem podem ajudar, mas o olhar clínico é essencial.
É só uma questão estética
Mito. O lipedema é uma doença que provoca dor, fadiga e limitações físicas.
Dá para identificar pelos sintomas, além da gordura localizada
Verdade. Hematomas frequentes, dor ao toque e sensação de peso nas pernas são sinais típicos.
Dieta e exercício resolvem o problema
Mito. Há pouca resposta à perda de peso tradicional. O tratamento precisa ser mais completo.
O tratamento deve ser feito por vários profissionais
Verdade. Nutricionistas, fisioterapeutas, cirurgiões e outros especialistas devem atuar juntos.
Cirurgia plástica é o primeiro passo
Mito. A cirurgia só deve ser indicada depois do tratamento clínico e com avaliação criteriosa.
Lipedema tem cura
Mito. Não existe cura, mas é possível controlar os sintomas e melhorar o bem-estar da paciente.
Por que é importante falar sobre isso?
O lipedema é uma condição real e merece atenção. Identificar cedo os sinais pode evitar anos de sofrimento desnecessário.
“É fundamental que mulheres que se identificam com os sintomas procurem um profissional capacitado para avaliação. O tratamento existe e pode mudar vidas”, conclui o Doutor Amato.
Sobre o especialista:
Doutor Fernando C. M. Amato é cirurgião plástico formado pela UNIFESP, com ampla experiência no tratamento do lipedema. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e de organizações internacionais da área, ele atua com uma equipe multidisciplinar para oferecer o melhor cuidado às pacientes.
