Pesquisas recentes estão redesenhando o que se sabia sobre a civilização maia. Um novo estudo indica que essa sociedade antiga era muito mais populosa, interligada e socialmente organizada do que as estimativas anteriores sugeriam.
Tradicionalmente associada a grandes avanços em matemática, astronomia, escrita hieroglífica e à criação de um sofisticado calendário, a civilização maia floresceu entre 600 e 900 d.C., período conhecido como Clássico Tardio.
Até então, estimava-se que cerca de 11 milhões de pessoas viviam nas cidades maias nessa época. No entanto, o novo levantamento aponta para uma população de até 16 milhões.
Pesquisa e tecnologia
A pesquisa foi publicada no Journal of Archaeological Science: Reports e utilizou tecnologia Lidar — um sistema de detecção por laser a partir de aeronaves — para mapear em alta definição estruturas escondidas sob a vegetação das florestas tropicais da América Central.
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As imagens revelaram ruínas de construções que permitiram aos cientistas estimar com mais precisão a densidade populacional da região.
Maior do que imaginávamos
Os dados indicam que as chamadas Terras Baixas Maias estavam densamente povoadas e exibiam um grau de organização social elevado para a época.
Ao contrário da visão tradicional de comunidades isoladas em meio à floresta, os assentamentos se mostraram amplamente interconectados, com padrões arquitetônicos semelhantes tanto em áreas urbanas quanto rurais.
As estruturas mapeadas incluem praças públicas centrais, normalmente controladas pela elite local, cercadas por residências e áreas agrícolas.
Quase todos os edifícios identificados estavam localizados a, no máximo, cinco quilômetros dessas praças, sugerindo que até mesmo as populações rurais tinham acesso à vida cívica e religiosa da sociedade maia.
Essas descobertas ampliam significativamente a compreensão sobre a escala e a sofisticação da civilização maia, indicando que suas cidades eram mais numerosas, densas e socialmente integradas do que se pensava até agora.
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