A cor desse item do seu banheiro pode ajudar a detectar doenças

Segundo especialista, a fácil visualização de anormalidades pode antecipar a busca por atendimento

A infecção do trato urinário (ITU) pode ser prevenida com medidas simples

A infecção do trato urinário (ITU) pode ser prevenida com medidas simples | Freepik/jcomp

A escolha de um vaso sanitário branco, comum em residências e hospitais, vai além da estética. O contraste dessa cor com líquidos ou resíduos pode tornar mais fácil perceber mudanças na urina, fezes ou secreções – alterações que, em alguns casos, indicam problemas de saúde, como infecção urinária ou sangramentos. 

É um recurso simples, mas que ainda se apoia mais no senso prático do que em recomendações médicas formais.

Segundo o urologista Rodrigo Wilson Andrade, coordenador da urologia do Hospital Albert Sabin, a tonalidade clara realmente favorece a visualização de anormalidades, o que poderia antecipar a busca por atendimento. 

No entanto, ele pondera que não há estudos científicos robustos que confirmem que a cor da louça, por si só, melhore o diagnóstico ou a prevenção de doenças. “É uma observação de uso comum, especialmente em ambientes hospitalares, mas sem evidência alta”, explica.

Prevenção de infecção urinária

Mais frequente em mulheres, a infecção do trato urinário (ITU) pode ser prevenida com medidas simples. 

O aumento da ingestão de água é uma das mais eficazes, com estudos de alta qualidade mostrando redução no risco de recorrência. Hábitos de higiene também ajudam: limpeza da frente para trás após evacuar, higiene íntima antes e depois das relações sexuais e urinar logo após o ato.

Evitar reter a urina por muito tempo reduz a proliferação de bactérias, e escolher roupas íntimas menos apertadas e com tecidos respiráveis diminui a umidade local, desfavorecendo microrganismos. A qualidade da água, desde que potável, não é um fator relevante para a ocorrência de ITU.

Diagnóstico e cuidados

Nos casos recorrentes, a recomendação é realizar exames como urocultura para identificar o agente causador e, se necessário, ultrassonografia para descartar alterações anatômicas. 

Algumas opções complementares, como suco de cranberry, têm evidência moderada na redução de episódios repetidos. Já a D-manose, apesar de popular, apresenta dados pouco consistentes sobre sua eficácia.

O médico reforça a importância de estar atento a sinais de alerta, como febre alta, dor lombar intensa, vômitos, confusão mental ou presença de sangue na urina, que podem indicar quadros mais graves, como pielonefrite.