Famosa cidade brasileira pode multar passageiros por som alto em transportes públicos

Projeto de lei estabelece advertência e multa de até R$ 950 para quem descumprir regra

A proposta ainda precisa passar por uma segunda votação antes de seguir para sanção do governador

A proposta ainda precisa passar por uma segunda votação antes de seguir para sanção do governador | Freepik

O transporte público no Rio de Janeiro pode ganhar uma nova regra para conter o barulho provocado por músicas e vídeos tocados sem fones de ouvido. 

Um projeto de lei aprovado em primeira discussão na Assembleia Legislativa prevê que passageiros que desrespeitarem a norma recebam advertência na primeira infração e multa de R$ 950 em caso de reincidência. 

A proposta ainda precisa passar por uma segunda votação antes de seguir para sanção do governador.

A medida abrange ônibus, trens e barcas intermunicipais e tem como objetivo reduzir incômodos durante a viagem. 

A legislação se inspira em uma lei municipal já vigente na cidade, que orienta os passageiros a manter o volume de som individual dentro do limite de fones de ouvido, reforçando a necessidade de bom senso e respeito aos demais usuários do transporte coletivo.

Impacto no dia a dia dos passageiros

A polêmica gira em torno do equilíbrio entre o entretenimento pessoal e o conforto coletivo. 

Muitos passageiros afirmam que sons altos atrapalham a concentração e podem gerar desconforto a quem está próximo, enquanto outros reconhecem o prazer de uma viagem animada, seja pela própria música ou por pequenas trilhas sonoras tocadas pelos motoristas.

Medidas previstas e orientação aos passageiros

O projeto prevê advertência na primeira ocorrência e aplicação de multa em caso de reincidência. 

Especialistas em transporte público e conduta social recomendam que passageiros adotem o bom senso, ajustando o volume de seus dispositivos para não prejudicar quem compartilha o mesmo espaço.

O debate sobre a proposta levanta questões sobre convivência urbana, disciplina nos transportes e direitos individuais frente ao interesse coletivo, em uma tentativa de tornar o ambiente mais confortável para todos.